Article in English (versão em português logo abaixo):
If you have been in trouble with your WSUS server that stopped working from nothing, then I may have the solution for you.
The main characteristic of this problem is having no computers reporting to WSUS Server and not being updated, along with an eventID 12022 in your server logs, as shown in the following screenshot (click on the image to see it):
After spending hours collecting informations about this log entry and trying several approaches to solve the problem (like the one described in KB 3159706), it turned out that reinstalling .NET Framework was the solution for this error.
You can download .NET Framework 4.5.2 in this address:
Download, install and restart your server, and "voilà"! Everything goes back to normality.
And finally, although not completely related to this problem, I recommend using Adam Marchall's script for WSUS maintainance and as a good practice for keeping your WSUS installation running clean and smoothly. You can download his script along with instructions of use in this website:
You can also try to see if the port used has not been altered and is somehow avoiding clients to upload the updates. To fix that, try to execute the following in an elevated command prompt:
wsusutil.exe usecustomwebsite false (this command will change WSUS port to 80)
wsusutil.exe usecustomwebsite true (this command will change WSUS port back to 8530)
PS: If you execute the last command, the GPO used to point the client machines to your WSUS server must use the http://yourserver:8530 address.
This information applies to: Windows Server 2012 R2 with WSUS 3.0 SP2
Article in Portuguese:
Se você tem tido problemas com seu WSUS, que subitamente parou de funcionar, então eu posso ter a solução para você.
A principal característica do problema é não ter computadores conectando-se ao servidor WSUS e não sendo atualizados, juntamente com o evento 12022 nos logs do seu servidor, conforme mostrado na seguinte captura de tela (clique na imagem para visualizar):
Depois de passar horas coletando informações sobre este evento e de tentar várias abordagens para resolver o problema (como o descrito no KB 3159706), verificou-se que a simples reinstalação do .NET Framework era a solução para este erro.
Você pode baixar o .NET Framework 4.5.2 neste endereço:
Baixe, instale e reinicie seu servidor e "voilà"! Tudo volta à normalidade.
Por fim, embora não esteja relacionado com este problema, eu recomendo também a utilização do script de Adam Marchall's para a manutenção do seu WSUS e como uma boa prática para manter a sua instalação rodando de forma limpa e eficaz. Você pode fazer o download do script junto com as instruções de uso neste website:
Você também pode tentar verificar se a porta utilizada pelo seu WSUS não foi alterada e está de alguma forma fazendo com que os clientes não consigam fazer o upload das atualizações. Para ajustar isto, tente executar os seguintes comandos a partir de um prompt elevado:
wsusutil.exe usecustomwebsite false (isso irá mudar qualquer porta que o WSUS esteja usando para a porta 80)
wsusutil.exe usecustomwebsite true (este outro comando vai modificar a porta do WSUS de volta para a porta 8530)
OBS: Se você executar o último comando, a GPO utilizada para apontar para as máquinas cliente do seu servidor WSUS deve usar o endereço http://seuservcidor:8530.
Esta informação se aplica a: Windows Server 2012 R2 com WSUS 3.0 SP2
Ultimamente tenho visto pulular nos meios tradicionalistas um
comportamento que julgo perigoso, principalmente porque lida com vidas, com
casamentos e com famílias. Refiro-me à cada vez mais propalada teoria esdrúxula
de que só pode haver relação sexual entre os cônjuges se for para
reproduzir-se, e que qualquer relação fora desse objetivo é “pecado mortal”. Outro extremismo cujo fim é o de prejudicar a
união conjugal vem das feministas, que insistem na tese de que uma mulher “não
pode sujeitar o seu corpo ao homem”, e que o “corpo é da mulher e ela faz dele
o que bem entender e na hora que quiser”.
Devemos nos lembrar que um dos principais alvos do diabo é
justamente esse (destruir as famílias), e nesse intento ele usará de tudo:
desde as tentações da carne para a satisfação da luxúria, à rebeldia pura e
simples para com a ordem natural das coisas, como também o extremo do
puritanismo exacerbado. A resposta cristã para este aparente dilema consiste
justamente na sobriedade e no justo uso da razão, livre de qualquer tipo de
prejulgamentos ou extremismos.
Antes de mais nada:
Deus é o criador do sexo e do matrimônio
Isso é mais do que óbvio, e dispensa qualquer tipo de citação
da Bíblia ou dos pais da Igreja, mas nunca é demais recapitular essa verdade
que insiste em ser negada ou distorcida tanto pelos puritanos quanto pelos
libertinos: Deus (e não o diabo) criou a relação sexual, e o fez com dois propósitos,
que é o de manter a espécie humana através da reprodução sexuada como também
como forma de manter a união íntima entre os cônjuges. Ambas as funções são
tanto complementares como não excludentes: nem sempre uma relação sexual feita
entre um casal unido no sacramento do matrimônio vai cumprir o primeiro item
(reprodução), mas sempre cumprirá o segundo (a união íntima do casal).
Isso começou numa ordem divina, já no livro do Gênesis, quando
Deus diz ao homem:
“Deus criou o homem à sua imagem,
à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou. Deus os abençoou e
lhes disse: ‘Sede fecundos,
multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a; dominai sobre os peixes do mar,
as aves do céu e todos os animais que rastejam sobre a terra’...’Não é bom que
o homem esteja só. Vou fazer uma auxiliar que lhe corresponda’...Por isso um homem deixa o seu pai e a sua mãe, se
une à sua esposa, e eles se tornam uma só carne.” (Genesis 1, 27-28; 2, 18 e 2, 24)
Somete esta passagem bíblica inspirada já ajuda a demonstrar
isso – não somente Deus cria o matrimônio entre um homem e uma mulher como
abençoa essa união conjugal, o amor entre os esposos e delineia as diretrizes básicas
de como esse amor pode ser frutífero.
Percebemos então que o sexo – como toda obra de Deus – é bom,
do contrário negaríamos aquilo que encontramos também na Sagrada Escritura no
livro do Gênesis:
“Deus viu tudo o que tinha
feito: e era muito bom.”
(Genesis 1, 31)
Desnecessário, mas importante destacar que o “era muito bom”
de Deus incluía também o matrimônio e a relação entre os cônjuges, criados
antes da queda do homem e da introdução do pecado no mundo.
O sexo como figura da
íntima união entre Jesus e sua Igreja
Essa figura soará um tanto incômoda para os puritanos, mas
ela não deixará de ser verdadeira: Deus usa uma relação carnal para comparar a
íntima união mística dele com a sua Igreja.
“Que me beije com beijos de sua boca! Teus amores são melhores que
os vinhos! ... Mais que ao vinho, celebremos teus amores!” (Cântico dos Cânticos 1, 2 e 4)
“Despontam figos na
figueira, e a vinha florida exala perfume. Levanta-te, minha amada, formosa minha,
vem a mim! Pomba minha, que se aninha nos vãos do rochedo, pela fenda dos
barrancos...Deixa-me ver tua face, deixa-me ouvir tua voz, pois tua face é
formosa e tão doce a tua voz!” (Cântico
dos Cânticos, 2, 13-14)
“Agarrei-o e não o soltarei, até levá-lo à casa da
minha mãe, ao quarto daquela que me concebeu” (Cântico dos Cânticos 3, 4)
“Já despi a túnica, e vou vesti-la de novo? Já lavei os pés, e
os sujarei de novo? Meu amado põe a mão pela fenda da porta: as entranhas estremecem, minha alma, ouvindo-o,
se esvai.” (Cântico
dos Cânticos, 5, 3-4)
“Coloca-me, como sinete o
teu coração, como sinete o teu braço. Pois o amor é forte, é como a morte, o
ciúme é inflexível como o Xeol. Suas chamas são chamas de fogo, uma faísca de
Yahweh! As águas da torrente jamais
poderão apagar o amor, nem os rios afogá-lo.” (Cântico dos Cânticos, 8, 6-7)
Salomão também fala sobre a relação matrimonial nos seus Provérbios,
e ele é muito claro ao dizer que,
“Mostre-se abençoada a tua
fonte de água e alegra-te com a esposa da tua mocidade, gama amável e
encantadora cabra-montesa. Inebriem-te
os seus próprios seios todo o tempo. Que te extasies constantemente com o seu amor.” (Provébios de Salomão 5, 18-19)
Sim, esses e outros trechos são deveras dificílimos para os puritanos,
que se pudessem os arrancariam de suas Bíblias.
Outro detalhe importante a ser destacado nesses tempos
conturbados é: todas as referências bíblicas envolvendo relações sexuais de
forma positiva são feitas entre um homem e uma mulher, unidos pela relação
matrimonial.
O método de Billings e
os tradicionalistas
No meio católico existe uma briga entre os chamados
tradicionalistas e os modernistas. Alguns dos primeiros têm trazido
em diversos blogues e grupos de redes sociais uma visão puritanista do matrimônio,
enxergando uma certa proibição das relações conjugais, exceto quando feitas
para gerar a prole. Do outro lado, desde o lançamento da encíclica “Humanae Vitae”1 do Papa Paulo
VI, os católicos não ligados ao ramo tradicional da Igreja têm fomentado junto
aos fiéis o uso de um método de controle de natalidade natural desenvolvido por
John Billings e sua esposa Evelyn Billings, que consiste basicamente em “uma maneira comportamental e natural para
conseguir engravidar, monitorar a saúde reprodutiva e adiar a gravidez, já que
se baseia na auto observação e conhecimento dos períodos de fertilidade e
infertilidade em cada ciclo menstrual”2. Não preciso dizer que
tanto a própria Igreja quanto muitos santos – bem como a própria Sagrada
Escritura, fonte primária e inspirada por Deus – dizem exatamente o contrário:
a relação sexual entre os cônjuges é lícita e desejável, mesmo quando ela não
visa única e exclusivamente a reprodução humana. Senão vejamos os
posicionamentos deles:
São Paulo, nas Sagradas Escrituras:
“A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao seu marido.
E da mesma forma o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua
esposa.Todavia, considerando o perigo da incontinência, cada um tenha sua
mulher, e cada mulher tenha seu marido. Não
vos recuseis um ao outro, a não ser de comum acordo, por algum tempo,
para vos aplicardes à oração; e depois retornai novamente um para o outro, para que não vos tente Satanás por vossa
incontinência. Isto digo como
concessão, não como ordem... Mas, se não podem guardar a continência, casem-se.
É melhor casar do que abrasar-se.” (São Paulo aos Coríntios 7, 2; 5-6; 9)
A regra de São Paulo registrada nas Sagradas Escrituras é
muito clara: os esposos não podem se negar um ao outro o uso da relação sexual no
sagrado matrimonio – exceto se por comum acordo – como devem praticar isto como
forma de evitar a tentação de Satanás para que o outro cônjuge não caia em pecado
mortal.
Afastando a mentira das feministas
Este texto também afasta a falácia das feministas que tem
contaminado tantas mulheres, inclusive no meio cristão: a de que o corpo da
mulher é só dela e que ela só o deve doar a quem quiser e na hora que ela bem
entender. Isso é verdade quando a mulher é solteira, mas ao casar-se o corpo
dela não é mais só dela: o é também do seu esposo, assim como o do seu esposo
não é mais só dele, pois é também dela. Como disse Deus no primeiro livro da
Sagrada Escritura, ao unir-se no matrimônio já não são mais dois: são uma só carne! Esposos: o
vosso corpo não é mais vosso, mas do outro com quem você escolheu dividir sua existência
para o resto da vida!
O casamento como figura entre a união de Deus e a sua Igreja
Reforçando a tese de que o livro de Cantares de Salomão retrata uma união carnal para compará-la com a união mística e espiritual entre o Senhor e sua Igreja nós vemos no texto de Efésios 5, 28-33,
de autoria de São Paulo, que ainda descreve como deve se dar o papel de cada
um dos esposos no arranjo matrimonial:
“Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus
próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém
odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à
igreja; Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. Por
isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois
numa carne. Grande é este mistério;
digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Assim também vós, cada um
em particular, ame a sua própria mulher
como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.”
Santo Agostinho de Hipona
Santo Agostinho comenta a carta de São Paulo aos Coríntios da
seguinte forma:
"O
concúbito é necessário para a procriação, e só neste caso é verdadeiramente
nupcial... Em tais circunstâncias [refere-se à libido do outro cônjuge] é dever dos esposos não o exigir, mas
condescender com a outra parte, a fim de evitar que se lance a uma fornicação,
que é pecado mortal. Ora, se ambos estão dominados pela concupiscência,
realizam um ato que não é verdadeiramente nupcial. Entretanto, se na sua união
atendem mais à honestidade que à desonestidade, isto é, se atendem mais ao que
é próprio das núpcias que ao que lhe é impróprio, isto é o que o Apóstolo
[Paulo] lhes concede como indulgência... O uso natural do matrimônio, quando ultrapassa os limites da
necessidade da procriação, é escusável com a própria esposa, mas
pecaminoso com uma meretriz; o uso antinatural da esposa [isto é, a
sodomia] é mais execrável que o uso antinatural com uma meretriz... As leis do Criador
e a conveniência das criaturas de tal modo são obrigatórias que os excessos nas coisas permitidas são
mais toleráveis, que uma ou raras transgressões nas coisas proibidas. E
assim, nos casados, deve ser tolerada
a intemperança no uso do que lhes é permitido, para evitar que a libido os arraste ao que lhes é proibido.
Por conseguinte, peca menos se
recorre frequentemente à esposa, que se raríssimamente se desliza na
fornicação" (Santo
Agostinho - Dos Bens do Matrimônio – Editora Paulus)
Uma observação importante no
ensinamento agostiniano: a sodomia – mesmo quando praticada entre um homem e
uma mulher unidos no Sagrado Matrimônio – constitui falha gravíssima, e não está
no rol das práticas sexuais aprovadas e abençoadas por Deus.
Pronunciamentos da Igreja anteriores à encíclica “Humanae Vitae”:
Temos de entender que o uso do ritmo natural do ciclo
menstrual e da concepção só passou a ser bem conhecido no século XX. Mas a
Igreja, em sua sabedoria, já endereçava a questão no fim do século XIX. A prova
está nesta pergunta feita por um Bispo francês à Sagrada Penitenciária naquele
período:
“Alguns casais, se
apegando à opinião que aprenderam de alguns médicos, estão convencidos que
existem vários dias em cada mês nos quais a concepção não pode ocorrer. Devem aqueles que não usam do matrimônio
exceto nesses dias serem incomodados, especialmente se eles não tiverem razões
legítimas para se abster do ato conjugal?"3
Em 2 de Março de, 1853, a Sagrada Penitenciária respondeu
(durante o reinado de Pio IX):
“Esses citados no
requerimento não devem ser
incomodados, pelo fato de que eles não estão fazendo coisa alguma para
impedir a concepção”3
Isto indica que quando casais praticavam o chamado
"ritmo", eles não realizavam um ato antinatural em si mesmo, segundo
induzimos das palavras da Sagrada Penitenciária.
E ainda temos uma outra citação, desta vez no reinado de Leão
XIII, quando em em 1880, o padre Le Conte submeteu a seguinte pergunta à
Sagrada Penitenciária:
"Se os casais unidos no
matrimônio podem ter intercurso sexual durante tais períodos inférteis sem
cometerem pecado mortal ou venial? ... Será que o confessor pode sugerir tal
prática tanto à esposa que detesta o onanismo do seu marido mas não pode
corrigi-lo, ou para a esposa que evita ter muitos filhos?”3
A resposta da Sagrada Penitenciária (durante o reinado de
Leão XIII), datada de 16 de Junho de 1880, foi:
“Casais que contraem o matrimônio e que usam do direito
conjugal na dita forma não devem ser incomodados, e o confessor pode sugerir a opinião em questão, contudo,
de forma cautelosa, para aquelas pessoas casadas que tentaram em vão outros
meios de dissuadir o detestável crime do onanismo.”3
Conclusão:
Não restam dúvidas: o método de Billings não é condenável,
posto que mesmo com ele a fecundidade não é interrompida por meios artificiais,
mas sim naturais, obedecendo o ciclo do corpo instituído por Deus na criação. Além disso, o uso do matrimônio por parte dos esposos - mesmo quando para combater a concupiscência - não
somente é legítimo como aconselhável, face ao mundo extremamente erotizado em
que vivemos. Fazer isto de forma regular é prova de amor de um cônjuge para com o outro, de forma
a evitar que uma das partes caia em tentação pela incontinência e também para manter unido o casal na intimidade.
Por fim, a mentira da ideologia feminista que prega que
a mulher é dona do seu próprio corpo e só o deve dispor “para quem, quando e como
quiser” não é suportada pelas Sagradas Escrituras após o casamento entre um
homem e uma mulher. A verdade é que os corpos de ambos os conjunges pertencem um ao outro, que
se doam em amor e fecundidade no arranjo divino.
Dia desses eu estava vendo algumas postagens na internet e
deparei-me com esta pérola. Era a imagem abaixo, da qual irei tecer algumas
breves considerações.
A PRETENSÃO
A pergunta capciosa e pretensiosa
parece dar aquela munição para o “crente” detonar a fé católica. Mas, mal sabem
eles que a associação feita sequer é cabível, muito menos convincente para
qualquer pessoa mais versada na fé. Por que posso afirmar isso? Tenho boas
razões para fazê-lo, e tratarei de demonstrar um pouco delas nestas breves
linhas, que estão longe de encerrar o assunto, devendo ser consideradas como
uma pequena e breve introdução ao papel de Maria na economia da salvação do
homem, bem como de refutação a essa balela iconoclasta.
MAS, OBJETIVAMENTE, ONDE ESTÁ MARIA NA BÍBLIA?
Se buscarmos o suficiente,
veremos a mãe de Jesus de forma muito clara na Bíblia. Ela está em vários
lugares, mas evidentemente não tanto quanto o seu filho, que é o próprio tema
da Sagrada Escritura do Gênesis ao Apocalipse. Contudo, ela aparece sim em
muitos lugares de forma modesta, mas ao mesmo tempo marcante, inclusive em
lugares que os evangélicos comuns veem e não a reconhecem.
Esta é, sem dúvida alguma, uma
das passagens mais profundas da Sagrada Escritura acerca da importância dessa
mulher para a própria redenção humana. Não estou com isso dizendo que ela é
salvadora. Longe de mim tal assertiva! Contudo, restam claras algumas coisas
neste curto e expressivo texto: primeiro, a simples saudação de Maria fez com
que sua prima, Santa Isabel, ficasse cheia do Espírito Santo. A própria criança
(João Batista) estremece no seio da mãe ao ouvir, mesmo do ventre, a voz da mãe
do Salvador. Vemos aí claramente o seu perfeito casamento santo com a terceira
pessoa da Santíssima Trindade: quando alguém a ouve, fica “cheia do Espírito
Santo”. Segundo, e ainda mais interessante, é nesta passagem que vemos na
Bíblia Maria ser chamada de “Mãe do Senhor”, título este muito claro mesmo a
quem não é um teólogo.
Outras passagens indicam
claramente a importância dessa “mulher”, a mesma que foi profetizada junto com
o seu filho em Gênesis 3, 15, incidentalmente a primeira profecia da Sagrada
Escritura. Aliás, não foi à toa que Jesus por diversas vezes chamou sua própria
mãe de “mulher”, título dado a ela desde o início na Bíblia.
SUA PRESENÇA NO PRIMEIRO MILAGRE DE
JESUS
Estava o Senhor numa festa de
casamento, em Caná da Galileia. Ele não estava pronto para começar o seu
ministério, muito menos fazer qualquer milagre. Isso fica evidente nas suas
palavras:
“...ainda não é chegada a minha hora.”
(João 2, 4)
No entanto, ao perceber que sua
mãe intercedeu pelo casal que estava para ficar sem vinho em suas bodas, Nosso
Senhor antecipa o momento de executar o seu primeiro milagre. E Maria, ao invés
de chamar para si as honras de ter inclinado o seu filho a atender aquele casal
aflito, apenas se limita a dizer “fazei
tudo o quanto ele vos disser” (João 2, 5). Maria conduziu o destino daquele
casal a Jesus, dirigiu a honra para Jesus, e ela continua fazendo isto até os
dias hoje!
Depois deste milagre, muitos
creram em Jesus, e ao descer a Cafarnaum, lá estava a “sua mãe” junto ao
mestre.
“Jesus principiou assim
os seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus
discípulos creram nele. Depois disto desceu a Cafarnaum, ele, e sua mãe, e seus irmãos, e seus
discípulos; e ficaram ali não muitos dias.” (João 2, 11-12)
SUA PRESENÇA NA CRUCIFICAÇÃO E MORTE
DO NOSSO SENHOR
Maria esteve com Jesus em seu
nascimento, educou-o e criou-o por décadas, e na sua morte cruenta lá estava
ela ao seu lado:
“E junto à cruz estavam a mãe
de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Vendo
Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho.
Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a
tomou para casa”(João 19:25-27)
SUA PRESENÇA NA DESCIDA DO ESPÍRITO
SANTO
Como já vimos até aqui, Maria esteve presente em todos os
momentos, da encarnação até a morte do seu filho Jesus Cristo na terra. Contudo,
sua relação estreita com o Espírito Santo é evidenciada quando da sua descida
do céu, em Pentecostes, no ano 33 da nossa Era Comum:
“Todos eles perseveravam
unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele... Chegando o dia
de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu
um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde
estavam sentados.” (Atos 1,14 e 2, 1 e 2)
SUA PRESENÇA NO CÉU
Maria aparece também claramente
no Apocalipse, e com uma função especialíssima na Igreja: a de ajuntar os
filhos de Jesus.
“Apareceu em seguida um
grande sinal no céu: uma Mulher
revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze
estrelas. Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à
luz. Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete
cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas. Varria com sua cauda uma
terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim
de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho. Ela deu à luz um Filho,
um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro.
Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono. A Mulher fugiu
então para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um retiro para aí ser
sustentada por mil duzentos e sessenta dias.” (Apocalipse 12, 1-6)
As referências dessa passagem são
muito claras: a mulher (Maria) que dá a luz a um filho, um menino, que iria
reger as nações com um cetro de ferro (Jesus). Assim a entenderam os pais da
Igreja e assim entende qualquer um cujo véu está retirado dos olhos. Mas,
embora as referências sejam claras, alguns insistem em dizer que a passagem se
refere somente à Igreja. Embora seja uma aplicação cuja associação alguns pais
também fizeram, a passagem tem um duplo sentido: o claro, o óbvio, e o mais
velado. A mulher é Maria. Isso fica evidente quando o próprio Jesus chamou sua
mãe por diversas vezes de “mulher”, associando-a inevitavelmente àquela figura
que foi profetizada nas Sagradas Escrituras. Mas a Igreja também pode ser uma
figura dessa mulher, pois ela “dá a luz” aos cristãos de todos os tempos e
lugares. A aplicação velada não substitui a óbvia. Ambas são válidas.
Contudo, o texto continua:
“O Dragão, vendo que
fora precipitado na terra, perseguiu a Mulherque dera à luz o Menino. Mas à
Mulher foram dadas duas asas de grande águia, a fim de voar para o deserto,
para o lugar de seu retiro, onde é alimentada por um tempo, dois tempos e a
metade de um tempo, fora do alcance da cabeça da Serpente. A Serpente vomitou
contra a Mulher um rio de água, para fazê-la submergir. A terra, porém, acudiu
à Mulher, abrindo a boca para engolir o rio que o Dragão vomitara. Este, então,
se irritou contra a Mulher e foi fazer
guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e
têm o testemunho de Jesus.” (Apocalipse 2, 13-17)
Fica clara a função da mulher e
que o dragão (uma referência ao demônio) perseguiria a sua descendência (os
cristãos) e todos aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho
de Jesus (a Igreja). Ora, como a “mulher” seria somente a Igreja se o dragão
vai perseguir a descendência da mulher e dos que guardam os mandamentos de
Deus? A mulher e os seus descendentes (a igreja) são claramente dois
personagens distintos. A interpretação mais clara é que a mulher é Maria e sua
descendência é a Igreja.
SUA PRESENÇA NO ANTIGO TESTAMENTO
Maria não está apenas nas
passagens óbvias do Novo Testamento. Ela também está profetizada nos Salmos e
nos outros profetas do Antigo Testamento. Vejamos alguns exemplos.
“O próprio Senhor vos
dará um sinal. Eis que a virgem
conceberá e dará a luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel”
(Isaías 7, 14)
O profeta Isaías viu a virgem [Maria]
concebendo, dando luz a um filho e dando a ele o nome de Emanuel, que significa
“Deus conosco”.
“Porei ódio entre ti [a
serpente] e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta
te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3, 15)
Esta é a primeira profecia da
Bíblia. Nela está implícita a mulher que é revelada nos evangelhos e no
Apocalipse, com toda a inimizade que haveria entre ela e a serpente original,
Satanás, o Diabo.
A FIGURA DA RAINHA-MÃE NO ANTIGO
ISRAEL MONÁRQUICO
O reino de Deus é uma monarquia,
assim como era no antigo Israel. A mãe do rei gozava de um status elevado, e
levava o título de gebirah, que
significa “a grande dama”. Essa figura existiu na monarquia Israelita de forma
contínua. Começa com Salomão, que reina com sua mãe, Betsabá, sempre à sua
direita no trono, e segue até Neústa, mãe do rei Joaquim, que foi deportado
para a Babilônia juntamente com ela quando da queda de Jerusalém para a
Babilônia (2 Rs 24, 15 e Jr 13, 18). A mãe do rei tinha mais destaque que as
suas esposas, e exercia um papel importante na monarquia real.
Sabemos que tudo o que vemos no
Antigo Testamento é uma figura do Novo. Essa tipificação da Rainha-Mãe não é
por acidente. Ela é uma figura da Rainha-Mãe dos cristãos.
“Então Betsabá foi ao
rei Salomão para lhe falar sobre Adonias. O rei se levantou para recebe-la e se
inclinou diante dela. Depois se assentou no trono, mandou trazer um trono para
a sua mãe, e Betsabá se sentou à sua direita. Tenho um pequeno pedido a
fazer-te, disse ela; não mo recuses. Pede,
minha mãe, respondeu o rei, porque nada te recusarei.” (1 Rs 2,
19-20)
Sobre esse texto o ex-pastor protestante Scott Hahn comenta:
“Essa curta passagem
nos traz considerações implícitas sobre o protocolo e o poder de estrutura da
corte de Israel. Inicialmente, vemos que a Rainha-Mãe se aproxima do seu filho
a fim de falar-lhe em nome de outra pessoa. Isso nos confirma o que já sabemos
sobre as rainhas-mães nas outras culturas do Oriente Médio... Em seguida,
percebe-se que Salomão se levantou do seu trono quando sua mãe entrou no
recinto. Isso dá um destaque ao assunto sobre o qual a Rainha-Mãe queria tratar
com o rei. Qualquer outra pessoa que viesse à presença do rei deveria seguir o
protocolo, mesmo suas mulheres deveriam curvar-se diante dele (1 Rs 1, 16).
Contudo, Salomão se levanta para honrar Betsabá, mostrando mais respeito por
ela ao curvar-se e lhe dar o lugar de maior honra, ao seu lado direito. Sem
dúvida, esse episódio descreve um ritual da corte no tempo de Salomão, um
ritual que expressa um relacionamento real. O que nos dizem as atitudes do rei
Salomão quanto ao relacionamento com sua mãe? Inicialmente, seu poder e
autoridade não são, de forma alguma, ameaçados por ela. Ele se curva para ela,
mas continua sendo rei. Ela senta-se à sua direita e não ao contrário. É
evidente, no entanto, que ele vai honrar seus pedidos não devido a alguma
obrigação legal de obediência, mas, sim, por amor filial. Até o momento dessa
cena em particular, Salomão tinha claramente um histórico de ceder aos desejos
de sua mãe. Quando Adonias primeiro se aproxima de Betsabá para solicitar sua
intercessão, ele diz: ‘Peça ao Rei Salomão; ele não vai lhe recusar’. Embora
Salomão seja superior a Betsabá, na ordem da natureza do pedido e do protocolo
ele permanece sendo o seu filho...Como o primeiro sucessor de Davi reinou ao lado
de sua Rainha-Mãe, assim também o faria o seu último e eterno sucessor”
(Scott Hahn, em seu livro “Salve, Santa Rainha”, pags. 67-68)
A tipificação da figura da Rainha-Mãe no reinado do antigo
Israel frente à nova monarquia divina e seus paralelos nos textos do Novo
Testamento é muito clara para ser ignorada.
E A IDOLATRIA ÀS SUAS IMAGENS, NÃO
ESTÃO PROIBIDAS NOS DEZ MANDAMENTOS?
É fato que responder a esta pergunta demandaria praticamente
um outro artigo completo, mas tentarei endereçar a questão da forma mais direta possível. Deus verdadeiramente proibiu a idolatria, principalmente naquele
contexto em que vivia a nação de Israel, cercada por outras nações
que adoravam deuses falsos e que os representavam através dos seus ídolos feitos
com ouro, madeira ou pedra. Por isso Deus foi radical:
“Não terás outros deuses diante de
minha face. Não farás para ti escultura,
nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou
nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes
prestarás culto.” (Êxodo 20, 3-5)
Os nossos irmãos separados (protestantes) entendem neste (e
em outros versículos) que Deus estaria proibindo qualquer representação em
imagens. Veja, contudo, que sua aplicação, se levada à cabo por eles acabaria
por inviabilizar a própria vida moderna: não poderíamos ter esculturas de
espécie alguma, as fotos seriam proibidas, a sétima arte idem, pois a proibição
foi clara; não poderíamos fazer “figura alguma do que está em cima, nos céus,
ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra”. Imagine um mundo em
que uma simples revista cheia de fotos seria um pecado mortal, ou um cônjuge
que leve uma foto de sua família na carteira sendo taxado de “idólatra”. É esse
o extremismo que deveria prevalecer, caso os argumentos dos iconoclastas
prosperasse. Contudo, a Bíblia não pode ser interpretada em versos separados do
seu contexto histórico, cultural e temporal, muito menos por versículos
isolados. É preciso ver o todo. E o que esse todo nos diz?
Primeiramente, que Deus mandou confeccionar imagens de
escultura no próprio Velho Testamento. Sim, vejamos:
“Farás também uma tampa de ouro puro,
cujo comprimento será de dois côvados e meio, e a largura de um côvado e meio. Farás dois querubins de ouro; e os farás de
ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro,
fixando-os de modo a formar uma só peça com as extremidades da tampa. Terão
esses querubins suas asas estendidas para o alto, e protegerão com elas a
tampa, sobre a qual terão a face inclinada. Colocarás a tampa sobre a arca
e porás dentro da arca o testemunho que eu te der. Ali virei ter contigo, e é
de cima da tampa, do meio dos querubins que estão sobre a arca da aliança, que
te darei todas as minhas ordens para os israelitas.” (Êxodo 25, 17-22)
“Fez dois querubins de
ouro, feitos de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado,
outro de outro, de maneira que faziam corpo com as duas extremidades da tampa. Esses querubins, com as faces voltadas um para o outro, tinham as asas
estendidas para o alto, e protegiam com elas a tampa para a qual tinham as
faces inclinadas.” (Êxodo 37, 7-9)
“e o Senhor disse a Moisés: 'Faze para ti uma serpente ardente e mete-a
sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo.'.
Moisés fez, pois, uma serpente de bronze, e fixou-a sobre um poste. Se alguém
era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a
vida.” (Números 21, 7-9)
Outros textos para consulta: Êxodo 41,18, 1 Reis 6,23-29.32; 7,26-29.36; 8,7, 1 Crônicas
28,18-19, 2 Crônicas 3,7,10-14; 5,8, 1 Samuel 4,4.
Fica evidente que a aplicação da chamada “idolatria” não
pode ser a que a dão os protestantes. Do contrário, Deus seria incoerente (e
sabemos que Ele não é!). Como Ele mandaria proibir uma coisa e logo em seguida
mandar fazer exatamente o contrário do que Ele havia ordenado? Das duas uma: ou
Deus é confuso ou é a interpretação protestante que está errada. Como bom fiel
que sou, a segunda opção é que é a única viável: a interpretação protestante
está errada!
O que seria então a idolatria? Seria exatamente o que a
palavra quer dizer: a junção das palavras εἴδωλον (Eidolon - Simulacro), que
indica um objeto de adoração em matéria de realidades espirituais e λατρεια (latria – adoração). Ou
seja: idolatria é a adoração de deuses
falsos. E isso não pode, sob nenhum aspecto ser comparado à veneração dos
católicos aos seus santos, especialmente a Maria, pois para nós os santos não
são “deuses”: muito pelo contrário, são servos do único e verdadeiro Deus, o
único que merece a adoração. Ainda, não são personagens falsos, mas são pessoas
históricas que pertenceram (e ainda pertencem) à Igreja, que viveram o exemplo
cristão no seu ápice, e que servem como um modelo a ser imitado.
Para os católicos a honra (dúlia) prestada aos
seus santos não se confunde com a adoração (latria) devida única e
exclusivamente a Deus. Isso já era bem evidente no tempo de Santo Atanásio, que
no século IV já dizia de maneira absolutamente clara (quando já havia o falso
discurso de “idolatria” contra os cristãos):
No demais, esse ponto está mais do que refutada neste vídeo
de apenas 14 minutos, o qual referencio para uma elucidação mais embasada
acerca da razão pela qual não se pode afirmar que as imagens dos santos é uma
idolatria.
E só para complementar, que tal ouvir um rabino judeu para entender que a interpretação protestante da idolatria dada por eles como uma explicação de um dos mandamentos do decálogo não pode ser aplicada à veneração que os católicos dão aos seus santos e às próprias imagens sacras? Assista e tire suas conclusões.
Enfim, não irei me alongar na refutação a esse ponto em específico, já bem elucidado nos vídeos acima, mas é
evidente que a Igreja Católica não suporta a idolatria tal qual nossos irmãos
separados costumam nos acusar. Falta-lhes uma visão histórica mais apropriada
para fazer um julgamento mais salutar daquilo que a Igreja sempre fez. Fica
claro também que Maria está na Bíblia em diversos lugares, e que tem uma
posição muito mais relevante do que muitos protestantes podem pensar.
ENTÃO, COMO RESPONDERÍAMOS À PERGUNTA DA GRAVURA QUE ENCABEÇA ESTE TEXTO?
Eu Responderia: ela está em Lucas 1, 48, quando nos é dito que “todas as gerações” a chamariam de “bem aventurada”. Ela está em João 19, 26-27, quando Jesus entrega-a a João e simbolicamente a toda a humanidade dizendo “eis aí a tua mãe”. Ela está em Atos 1, 14 “perseverando na oração”. Ela está em Gênesis 3, 15 como a “mulher” que teria inimizade perpétua com a serpente maligna. Ela está também em Apocalipse 12 como a mesma “mulher revestida de sol, com a lua debaixo de seus pés e uma coroa de doze estrelas”. Ela está em Isaías 7, 14 como a “virgem” que “conceberá e dará a luz um filho”. Ela está em 1 Reis 2, 19-20 como a Rainha-Mãe a quem apetece ao rei atender-lhe os rogos, e em tantos outros lugares, escondida nos tesouros das Sagradas Escrituras. Mas ela está, sobretudo, em todos os registros que a Igreja conserva há mais de 2.000 anos: nos escritos dos pais apostólicos, na liturgia deixada pelos apóstolos, nas catacumbas dos cristãos perseguidos nos primeiros séculos do cristianismo, bem como no magistério infalível da Igreja cujas “portas do inferno não prevalecerão” e que é a “coluna e sustentáculo da verdade” (1 Tm 3, 15).
PARA SABER MAIS:
Salve, Santa Rainha / Scott Walker Hahn, 2ª Edição. Editora
Cleofás, 2015 (a venda neste link);
BALTHASAR, Hans Urs von; RATZINGER, Joseph Aloisius. Maria a primeira Igreja. Gráfica de Coimbra, 2004. p.59-78 (acessível neste link no site "Apologistas Católicos")
Penso que você já deve ter ouvido falar daquela técnica de
matar de forma eficaz um sapo na panela. Se você retirar o animal de seu
ambiente e jogá-lo numa panela quente, ele saltará imediatamente dela – devido à
natural contração muscular causada pelo choque térmico – e fugirá para longe.
Isso não acontece se ele for retirado gentilmente do seu habitat e colocado
numa panela com água fria. Ligue-a no fogão e o sapo ficará nela, feliz da vida,
até morrer cozido.
Os cristãos parecem obedecer à lógica do sapo na panela. O
mundo é revirado, suas crenças são pilhadas, a base ocidental lentamente
destruída, alguns milhares já começam a ser martirizados do outro lado do mundo
e por essas bandas do atlântico eles continuam louvando a Deus como se nada
estivesse acontecendo.
Entretanto, não somos sapos: somos seres dotados de
inteligência dada do alto para discernirmos os tempos e as estações, sabendo conhecer
o inimigo e principalmente como agir diante das tormentas do mundo moderno.
Isso também inclui ter uma noção clara da atitude correta diante das ameaças
feitas de forma direta ou velada à nossa fé e cultura.
Os cristãos “sapos cozidos” agem de forma irresponsável e
passiva diante das transformações do mundo, lavando as suas mãos como Pôncio
Pilatos fez no julgamento de Jesus, na ilusão de eximirem-se da sua responsabilidade
como cidadãos e como cristãos.
“Não devemos misturar
política com religião”
Esse é o erro mais comum cometido pelos cristãos anfíbios
que adoram uma panela fria. Os tais parecem esquecer que, embora o reino de
Deus não seja deste mundo, ainda vivemos nele, e como tais temos o direito de
usar de forma ostensiva a nossa cidadania. Foi o que fez São Paulo, que quando
ameaçado de ser açoitado injustamente apelou para esse aspecto político.
“Quando estavam a amarrar Paulo para o açoitar, este disse a
um oficial que se encontrava perto: ‘Será legal chicotear um cidadão romano que
nem sequer foi julgado?’ O oficial falou com o comandante e avisou-o: ‘Veja lá
o que vai fazer! Trata-se de um cidadão romano’! O comandante foi ter com Paulo
e perguntou-lhe: ‘Diz-me, és cidadão
romano?’ – ‘Sou, sim’,
respondeu Paulo. ‘Também eu’, murmurou o comandante, ‘e esse direito custou-me
muito dinheiro!’. ‘Mas eu sou cidadão
romano por nascimento!’. Os soldados que se preparavam para interrogar
Paulo foram-se logo embora quando souberam que era um cidadão romano, e o
próprio comandante ficou assustado por ter mandado que o amarassem e
açoitassem.” (Atos dos Apóstolos 22, 25-29)
Vemos que Paulo usou sua cidadania para defender-se dos
algozes, o que implica dizer, necessariamente, que usou seus direitos de forma
ativa contra uma injustiça. E um pouco mais à frente, usa todo o seu conhecimento
para retrucar até mesmo o Sumo-Sacerdote judeu.
“Logo Ananias, o supremo sacerdote, mandou aos que se
encontravam junto de Paulo que lhe batessem na boca. Paulo disse-lhe então:
‘Deus o castigará a si, hipócrita! Que espécie de juiz é o senhor, que viola a
lei ordenando que me batam?’” (Atos dos Apóstolos 23, 2-3)
Jesus também mostrou que devemos dar “a César o que é de
César, e a Deus o que é de Deus” (Mt 22, 21). Ele não disse: “Deem a Deus o que
é de Deus e calem-se nas coisas de César”.
Com esses exemplos, vemos que é lícito ao cristão usar a sua
cidadania – e isso inclui o voto – para manifestar-se e cobrar das autoridades
o estrito respeito às leis e direitos vigentes. Essa atitude é importantíssima
para que não retirem do arcabouço legal os princípios ocidentais (e cristãos) que
nos custaram tão caro ao longo dos séculos e que hoje desfrutarmos de maneira
privilegiada.
O marxismo cultural tem
por alvo destruir a família – a base da sociedade instituída por Deus
Outra ingenuidade sem tamanho de muitos cristãos (quando não
se trata de mau-caratismo mesmo) é apoiar os movimentos baseados no marxismo
cultural de Antônio Gramsci, membro da chamada Escola de Frankfurt, que traçou
uma nova estratégia para pôr em prática as ideias satânicas de Marx e Engels: a
guerra revolucionária não funcionou pelas armas, sendo necessário então corroer
o ocidente por dentro, numa “revolução cultural”, onde todos os seus valores
mais caros seriam lentamente corrompidos, até que não restasse mais nada dessa
cultura e onde os seus filhos fossem propriedade do estado, e não mais das
famílias. Vamos convir, eles estão
conseguindo o seu intento muito bem e muitos “cristãos” estão apoiando e
aplaudindo tais mudanças! O cenário é muito parecido com o retratado por George
Orwell em seu célebre 1984 – o grande irmão (que representa a figura de um
líder estatal populista e inerrante) é o dono das consciências e de todos os
cidadãos, inclusive das crianças.
Vejamos então o que Marx e Engels pensavam a respeito da
instituição família:
“...fundada sob a dominação do homem com o fim expresso de procriar filhos duma paternidade incontestável, e essa paternidade é exigida porque essas crianças devem, na qualidade de herdeiros diretos, entrar um dia na posse da fortuna paterna.” (Marx e Engels, em “A origem da Família, da
propriedade privada e do Estado”)
Eles também eram contra a monogamia, e a viam como uma forma
de “opressão” do homem para com a mulher:
“A primeira luta de classes que aparece na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher no casamento monogâmico, e a primeira opressão de classe coincide com a submissão do sexo feminino pelo masculino.” (Marx e Engels, em “A origem da Família, da
propriedade privada e do Estado”, pg. 23)
Mais a frente Engels diz ainda:
"A certidão da paternidade repousa, antes e depois (...) na convicção moral, e, para resolver a insolúvel contradição, o código de Napoleão decreta, art. 312: ‘A criança concebida durante o casamento tem por pai o marido’. Eis aí o último resultado de três mil anos de monogamia"
O Padre Paulo Ricardo resume bem o cerne do pensamento
marxista a respeito da família:
“Para o marxismo, a origem das desigualdades sociais é a família, e a primeira
propriedade privada que existiu não foi uma cerca, mas sim, a mulher. O homem
toma posse da mulher, domina-a e este conceito de família patriarcal, em que o
macho é o proprietário da mulher e dos filhos é o da família burguesa,
portanto, deve ser destruída. Eles afirmam que não haverá igualdade social
enquanto subsistir a família, pois é a raiz de todas as opressões, portanto, os
papéis tradicionais de pai, mãe, esposo, esposa, pais e filhos, todos eles
devem ser abolidos, posto que opressores.” (Padre Paulo Ricardo em “A Família no Centro da Política”)
O esquerdismo atual encampa
a luta contra essa instituição “opressora” chamada família
O esquerdismo é o veículo da atual revolução, que não se dá
pelas armas, mas pelo aspecto cultural, obedecendo ao velho conceito pregado
por Antônio Gramsci lá nos idos dos anos 30. Para atingir o objetivo eles usam
todas as ideologias em vigor para alcançar o seu objetivo final, dos quais
destaco o feminismo - incluindo a luta pelo “direito” ao aborto, também
denominado de abortismo - e o gayzismo, no intuito de figurarem como os principais
instrumentos para a desconstrução da chamada sociedade judaico-cristã.
Maiores detalhes sobre a metodologia de Antonio Gramsci para a revolução cultural, clique aqui.
As esquerdas acusam constantemente as “elites” de perpetuar
as “injustiças” e a “opressão” para com o proletariado (aliás, quando você
ouvir a palavra “opressão”, é bom desconfiar seriamente que está lidando com
alguém que foi infectado de forma severa pela doença esquerdista).
Estranhamente, os principais financiadores desses movimentos são justamente os
grupos que dominam todo o capital financeiro especulativo.
O Padre Paulo Ricardo fala desse fenômeno chamado "Marxismo Cultural" e o seu intento de destruir a família:
Quem financia o
feminismo e o abortismo?
Somente no ano de 2013 a Fundação Ford doou mais U$
1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil dólares americanos) para organizações
feministas.
A fundação MacArthur também faz doações gordas para diversas
organizações feministas/gayzistas/abortistas:
Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA);
Cunhã—Coletivo Feminista;
Fala Preta—Organização de Mulheres Negras;
Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos;
Themis—Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero;
Programa de Apoio ao Pai (PAPAI);
Casa de Cultura da Mulher Negra;
Católicas pelo Direito de Decidir;
Dentre outras inúmeras ONG's que carregam em seus discursos
a ideologia feminista.
Aqui vemos um relatório da Fundação Ford dos anos 90 mostrando
claramente que dentre os objetivos da entidade estão o fortalecimento do
feminismo e a legalização do aborto:
Por que as
verdadeiras elites financiam o feminismo e o abortismo?
Décadas atrás o magnata do petróleo John Rockefeller III se
preocupava com a taxa de crescimento populacional no mundo. Para conter esta
taxa, além de financiar diversos métodos médicos para evitar a gravidez,
Rockefeller também financiava o aborto e sua legalização em diversos países.
Por volta dos anos 70, Rockefeller teve contato com Adrienne
Germain, uma socióloga que o convenceu que ele poderia utilizar uma estratégia
mais eficiente para conter o crescimento populacional mundial.
A nova estratégia proposta por Adrienne não seria apenas
utilizar métodos médicos, mas também utilizar a engenharia social e a cultura
como meio para conter o aumento da população.
Juntamente com esta cientista social que então trabalhava na
Fundação Ford, Rockefeller resolveu introduzir o conceito de emancipação da
mulher e dos direitos sexuais e reprodutivos. Com isso, a Fundação Ford e as
Organizações Rockefeller passaram a financiar ativamente as redes de ONGs
feministas.
É nesse prisma que vemos a razão por trás dessas
organizações financiarem campanhas para influenciar as mulheres a terem ojeriza
à gravidez a à própria família. O objetivo é arrancar da mulher o sonho de ser
mãe e introduzir o sonho de ser bem-sucedida no trabalho. Até o movimento que
vemos de muitas mulheres adotando animais no lugar de crianças tem o dedo dessas
fundações. Tudo como pano de fundo para diminuir a taxa de aumento populacional,
o verdadeiro pesadelo da verdadeira elite mundial que se esconde por trás do
anonimato. No vídeo abaixo, Aaron Russo conta os planos que estavam por trás das intenções da família Rockefeller ao financiar o movimento feminista.
Qual o resultado do feminismo na mente das mulheres e quais as consequências sociais desse movimento ? O feminismo instiga o ódio entre os gêneros, exatamente como é feito nas lutas das diversas classes (sociais, de preferência sexual, de raça ou de qualquer outra coisa). O marxismo cultural vive exatamente do eterno conflito dos diversos segmentos com o objetivo de desmantelar a sociedade e viabilizar a utopia socialista/comunista, onde o estado é o senhor absoluto das nossas vidas.
Veja o resultado do pensamento feminista conforme expresso por suas próprias líderes:
"Homens que são acusados injustamente de estupro podem, às vezes, aprender com essa experiência" (Catherine Comins)
"No patriarcado, todo filho de uma mulher é seu potencial traidor e também inevitavelmente o estuprador ou explorador de outra mulher" (Andrea Dworkin)
"Todo ato sexual, e mesmo o sexo consentido entre um casal no matrimônio, é um ato de violência perpetuado contra a mulher" (Catherine MacKinnon)
"Chamar um homem de animal é elogiá-lo. Homens são máquinas, são pênis que andam" (Valerie Solanos)
"Todos os homens são estupradores, e isso é tudo que eles são" (Marilyn French)
"Quando uma mulher tem um orgasmo com um homem ela está apenas colaborando com o sistema patriarcal, erotizando sua própria opressão" (Sheilla Jeffrys)
"Eu sinto que odiar os homens é um ato político honrado e viável" (Robin Morgan)
"Uma mulher que faz sexo com um homem, o faz contra a sua vontade, mesmo que ela não se sinta forçada" (Judith Levine)
"Quero ver um homem espancado e sangrando, com um salto alto enfiado em sua boca, como uma maçã na boca de um porco" (Andrea Dworkin)
"O homem é um animal doméstico que, se tratado com firmeza, pode ser treinado a fazer algumas coisas" (Jilly Cooper)
Podemos ver o quão doentia é essa ideologia e o quanto ela impacta no comportamento feminino, em maior ou menor grau, por conta da massiva propaganda inculcada em todos os meios de comunicação. Pensem em quantas separações, quantos conflitos matrimoniais existem por conta dessa propaganda nefasta, onde o homem é sempre o culpado, é sempre o alvo do ódio incontido de mulheres que tiveram uma verdadeira lavagem cerebral em relação ao trato com o sexo oposto. O reflexo nós vemos na conturbada sociedade moderna, onde perdem-se todas as referências que sustentavam a família e a própria convivência social
Onde entram os
partidos de esquerda nessa equação?
Os partidos de esquerda são os principais propagadores e
consumadores dessas revoluções. Quando o cristão vota num partido de esquerda
que tem como programa de governo o apoio a todas essas políticas de destruição
da família, eles estão voltando-se na prática contra o projeto do criador, ou
contra Ele próprio. É como disse o Papa Bento XVI:
Este excelente vídeo abaixo é uma ótima introdução para o que estamos demonstrando neste artigo: explica o fenômeno do marxismo cultural, a sua predominância em todos os ambientes (incluindo o acadêmico), o politicamente correto e de como tudo isso se encaixa para formar um pacote que explica bem o mundo em que vivemos. E tudo isso em apenas 7 minutos!
Abaixo temos o documentário “a agenda”, que mostra de forma completa (por isso o vídeo é mais longo) como o
esquerdismo age para destruir a base da sociedade, bem como o cristianismo. Apesar do documentário ser muito voltado para a realidade americana, todos os conceitos usados pela esquerda para derrotar os EUA estão sendo empregados em ritmo acelerado na América do Sul, especialmente no Brasil, Argentina, Venezuela e Bolívia. Fomos a sede do famoso Foro de São Paulo, muito bem documentado pelo filósofo Olavo de Carvalho, onde um grupo de líderes de esquerda (que incluiu representantes das FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) discutiram à exaustão em 1990 as formas de dominar a região e implementar a agenda socialista. Assim como os esquerdistas americanos conspiraram e ainda conspiram para derrubar os Estados Unidos, os "camaradas" destas bandas usam todos os "movimentos sociais" (ou os "ismos") para dividir a sociedade e conquistá-la definitivamente para a implantação dos ideais marxistas, sendo a efetivação do comunismo a última fase do plano diabólico.
O politicamente
correto é outro instrumento da revolução cultural
Conforme já visto no primeiro vídeo acerca do marxismo cultural, o politicamente correto entra como instrumento da revolução
cultural como forma de destruir a família e a ordem estabelecida, de maneira a
criar uma nova mentalidade, a mentalidade “revolucionária”. Este outro documentário relativamente curto mostra as origens e a intenção do pensamento politicamente correto:
Este outro vídeo também aborda o assunto, e vem como complemento ao primeiro.
Olavo de Carvalho explica o cenário da Nova Ordem Mundial
Este é talvez o melhor vídeo de Olavo de Carvalho disponível na internet. Aqui ele explica os detalhes das teias de influência e quem está ditando as agendas do mundo. É um excelente complemento aos três vídeos anteriores.
Padre Paulo Ricardo explica o cenário mundial das "revoluções" havidas até os dias de hoje:
Em outro vídeo fantástico, o Padre Paulo Ricardo fala da "mão invisível" que governa o mundo e as razões das "revoluções" e como isto nos afeta até os dias de hoje. A explicação ajuda a entender alguns fenômenos recentes no nosso país.
O que o cristão pode
fazer na prática?
O cristão não deve ficar calado. Deve ser corajoso e
anunciar a sua fé, bem como as razões para ela. Também deve participar
ativamente na vida política de sua nação, votando em partidos que não coadunem
com a revolução gramsciana. Deve, também “colocar a boca no trombone”, com o
fim de evitar o avanço do inferno no plano terreno o tanto quanto possível.
Calar-se e/ou ficar temeroso de perder amigos é um verdadeiro pecado nesse
cenário que vivemos. O nome desse pecado é “respeito humano”.
Por isso, abra a sua boca. Fale o que você pensa. Nós somos
a maioria, mas estamos ficando para trás por conta da nossa inércia. Não se
intimide com o politicamente correto, que nada mais é do que outro instrumento
do marxismo cultural que visa deixar as pessoas com vergonha de suas convicções,
para com isso fortalecer as minorias barulhentas e virulentas. A sua omissão e
silêncio é tudo o que eles querem para transformar este mundo num lugar
inóspito, onde o cristianismo voltará aos seus primórdios: a perseguição mortal
e fábrica de mártires.
Você quer isto para o seu futuro? Você quer reunir-se em
seus locais de culto como faz hoje até o fim de sua vida? Quer que seus filhos
possam cultuar a Deus de forma saudável e sem temor? Se sua resposta for SIM a
essas perguntas, é melhor levantar da sua cadeira, retirar o tampão da sua boca
e começar a agir. Os inimigos do evangelho não perdem tempo, e seria muito bom
que você também não perdesse o seu.
Não faça como sapo que é colocado na armadilha da panela
fria e que lentamente é cozido pelo seu inimigo. Você tem percepção suficiente
para saber o que está acontecendo e saltar da panela o quanto antes.