quarta-feira, 10 de novembro de 2021

ZNN Airdrop: incentivized testnet with $PP (Plasma Points) rewards

It's not quite an airdrop, but $ZNN is rewarding in PLASMA POINTS ($PP) those who join their testnet Alphanet. The PLASMA POINTS will be tradable for $QSR (with today's value of $5,30).

You can gain 1000 $PP doing the following:

  • Download Syrius wallet, choosing the correct wallet for your operating system in the options presented in this page: Syrius Wallet Download Page

PS: Syrius wallet requires Microsoft Visual C++ to work. 

  • After backing up the seed phrase and creating the wallet password (don't forget to save it like you would do with any other crypto wallet), go to the INCENTIVIZED tab in the wallet and connect your twitter account, twitting "Hello #ZNNAliens! Astronaut <PUT YOUR REFERRAL CODE HERE> requesting permission to come aboard".
  • To be able to connect your twitter account simply type your twitter account name and do the tweet like already mentioned.
  • After twitting, just click on VERIFY.
  • That's it! After verified your 1000 $PP will appear in your account, like in the picture bellow:



  • There will be some future quests soon on twitter for you to gain more $PP's.

PLEASE USE MY REFERRAL CODE: AA80RC


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This liquidity provider is with a very good performance, check it out:

https://medium.com/p/2b50fd0e4758

 #Airdrop #ZNN


quinta-feira, 11 de junho de 2020

A tribute to my brother | Uma homenagem ao meu irmão

English: Recently I lost a brother for COVID-19. I recorded this cover two and a half months before it happened, but the lyrics tells a lot of what I would tell in a tribute song. Erickson, receive this wherever you are.

Portuguese: Recentemente eu perdi um irmão para a COVID-19. Eu gravei este cover dois meses e meio antes disso acontecer, mas a letra diz muito do que eu gostaria de dizer em uma música de homenagem. Erickson, receba isto onde quer que você esteja.


Avenged Sevenfold Cover - So Far Away

Íntegra da fantástica carta do Arcebispo Viganò ao presidente americano Donald Trump

Tradução: Pedro Lima Neto



7 de Junho de 2020
Domingo da Santíssima Trindade

Em meses recentes temos testemunhado a formação de dois lados opostos que eu chamaria de bíblicos: os filhos da luz e os filhos das trevas. Os filhos da luz constituem a parte mais conspícua da humanidade, enquanto que os filhos das trevas representam uma minoria absoluta. Ainda assim, os últimos são objeto de uma sorte de discriminação que os coloca numa situação de inferioridade moral com respeito aos seus adversários, que comumente estão em posições estratégicas nos governos, na política, na economia e na mídia. De uma maneira aparentemente inexplicável, os bons são feitos reféns pelos maus e por aqueles que os ajudam, seja por interesse pessoal ou por temor.

Esses dois lados, os quais têm uma natureza bíblica, seguem uma separação clara entre a semente da Mulher e a semente da Serpente. Em um lado existem aqueles que, embora tenham milhares de defeitos e fraquezas, são motivados pelo desejo de fazerem o bem, de serem honestos, de criarem sua família, de se empenharem ao trabalho, a darem prosperidade à sua terra natal, de ajudarem os necessitados, e, em obediência à Lei de Deus, merecerem o Reino dos Céus. Do outro lado, existem aqueles que servem a si mesmos, não se apegam a nenhum princípio moral, que querem demolir a família e a nação, explorar os trabalhadores para fazerem a si mesmos indevidamente ricos, fomentarem divisões internas e guerras, e acumularem poder e dinheiro: para eles a ilusão falaciosa de um bem-estar temporal irá um dia – se eles não se arrependerem - ceder a eles o destino terrível que os espera, longe de Deus, em condenação eterna.

Em uma sociedade, Senhor Presidente, essas duas realidades opostas coexistem como inimigos eternos, assim como Deus e Satanás são inimigos eternos. E aparentemente os filhos das trevas – a quem podemos identificar facilmente como o “deep state” o qual o senhor sabiamente se opõe e que está travando contra vós uma guerra feroz nestes dias – decidiu mostrar as suas cartas, como se diz, revelando abertamente os seus planos. Eles parecem estar tão certos de já terem tudo sob controle que eles deixaram de lado aquela circunspecção que até agora ocultava pelo menos parcialmente as suas verdadeiras intenções. As investigações que já estão em curso vão revelar a verdadeira responsabilidade daqueles que administraram a emergência da COVID não apenas na área da saúde, mas também na política, na economia e na mídia. Nós provavelmente veremos que nessa operação colossal de engenharia social existem pessoas que decidiram o destino da humanidade, arrogando a si mesmas o direito de agir contra a vontade dos cidadãos e seus representantes no governo das nações.

Iremos descobrir também que os tumultos destes dias foram provocados por aqueles que, vendo que o vírus está inevitavelmente se esvaindo e que o alarme social da pandemia está arrefecendo, necessariamente tinham de provocar distúrbios civis, tendo em vista que eles seriam seguidos pela repressão que, embora legítima, poderia ser condenada como agressão injustificada contra a população. A mesma coisa está acontecendo na Europa [tradutor acrescenta: e no Brasil], em perfeita sincronia. É bem claro que o uso dos protestos de rua é instrumental aos propósitos daqueles que gostariam de ver alguém eleito nas vindouras eleições presidenciais que encarne as metas do “deep state” e que expresse essas metas fielmente e com convicção. Não será surpresa se, em alguns meses, nós descubramos novamente que escondidos por trás desses atos de vandalismo e violência estejam aqueles que esperam lucrar com a dissolução da ordem social de forma a construir um mundo sem liberdade: “Solve et Coagula” (dissolver e coagular) , como ensina o adágio da maçonaria.

Embora pareça desconsertante, os alinhamentos opostos que eu descrevi também são encontrados em círculos religiosos. Existem pastores fiéis que cuidam do rebanho de Cristo, mas há também mercenários infiéis que buscam dispersar o rebanho e entregá-lo para ser devorado por lobos vorazes. Não é surpresa que esses mercenários são aliados dos filhos das trevas e odeiam os filhos da luz: assim como há um “deep state” [nota do tradutor: “estado profundo” ou “governo oculto”], há também uma “deep church” [nota do tradutor: literalmente “igreja profunda” ou “igreja oculta”] que trai os seus deveres e renuncia os seus devidos compromissos perante Deus. Assim, um “Inimigo Oculto”, a quem os bons governantes combatem nos assuntos de interesse público, também são combatidos pelos bons pastores na esfera eclesiástica. É uma batalha espiritual, a qual me referi na minha apelação recente que foi publicada no dia 8 de Maio [de 2020].

Pela primeira vez, os Estados Unidos têm em vós um presidente que corajosamente defende o direito à vida, que não tem vergonha de denunciar a perseguição de cristãos pelo mundo, que fala de Jesus Cristo e do direito de liberdade de culto dos cidadãos. Sua participação na “Marcha pela Vida”, e mais recentemente sua proclamação do mês de Abril como o “Mês Nacional de Prevenção Contra o Abuso Infantil”, são ações que confirmam de qual lado desejas lutar. E eu ouso acreditar que nós dois estamos do mesmo lado nesta batalha, embora usemos armas diferentes.

Por esta razão, eu acredito que o ataque o qual fostes sujeito após vossa visita ao Santuário Nacional do Santo João Paulo II é parte desta narrativa orquestrada da mídia que busca lutar não contra o racismo e para trazer ordem social, mas para agravar disposições; não trazer justiça, mas para legitimar a violência e o crime; não servir à verdade, mas para favorecer uma facção política. E é desconsertante que existam bispos – tais quais aquele que recentemente denunciei – que, por suas palavras, provam que estão alinhados ao lado oposto. Eles são subservientes ao “deep state”, ao globalismo, ao pensamento alinhado, à Nova Ordem Mundial a qual eles invocam mais frequentemente em nome da “irmandade universal” que não tem nada de cristã nela, mas que invoca os ideais maçônicos daqueles que querem dominar o mundo retirando Deus dos tribunais, das escolas, das famílias e, talvez até, das igrejas.

O povo americano é maduro e já entendeu o quanto a mídia tradicional não quer espalhar a verdade, mas busca silenciar e distorcê-la, espalhando a mentira que é útil para o propósito dos seus mestres. Entretanto, é importante que os bons – que são a maioria – acordem de sua preguiça e não aceitem ser enganados por uma minoria de pessoas desonestas com propósitos inconfessáveis. É preciso que os bons, os filhos da luz, se juntem e façam que suas vozes sejam ouvidas. Qual é a maneira mais eficaz de fazer isto, Senhor Presidente, que pela oração, pedindo ao Senhor que vos proteja, aos Estados Unidos, e toda a humanidade desse enorme ataque do Inimigo? Ante o poder da oração, os engodos dos filhos das trevas entrarão em colapso, seus planos [malignos] serão revelados, sua traição será exposta, seus poderes assustadores terminarão em nada, trazidos à luz e expostos pelo que são: um engano infernal.

Senhor Presidente, a minha oração está constantemente endereçada à querida nação americana, onde eu tive o privilégio e a honra de ser enviado pelo Papa Bento XVI como Núncio Apostólico. Nesta dramática e decisiva hora para toda humanidade, eu estou rezando por vós e também por todos aqueles que estão do vosso lado no governo dos Estados Unidos. Eu confio que o povo americano está unido comigo e convosco em oração ao Deus Todo-Poderoso.

Unidos contra um inimigo invisível de toda humanidade, eu vos abençoo e também a Primeira-dama, a querida nação americana, e todos os homens e mulheres de boa vontade.

+Carlo Maria Viganò
Arcebispo Titular de Ulpiana
Ex-Núncio Apostólico dos Estados Unidos da América

Para ler a carta original (em inglês):
https://s3.amazonaws.com/lifesite/Open_Letter_President_Donald_Trump.pdf

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Brazilian Protests next March, 15 – What’s at stake?

By Pedro Lima Neto, with a contribution from Rodrigo García Mariotti.

I have seen many articles in the international media distorting what will happen next March 15 in Brazil. The Guardian newspaper wrote on the title of an article: “Outrage as Jair Bolsonaro appears to endorse Brazil anti-democracy protests”, and the article itself said that “hardcore supporters of Brazil’s far-right president are planning nationwide protests on 15 March and have been flooding social media with propaganda videos and fliers attacking members of Congress – and even proposing a return to military rule under Bolsonaro”.

Is that the case of the protest? As a brazilian citizen I can assure to the international community that this is not the case. That is not, by far, any risk to our democracy. What we have is a tremendous biased leftist media trying to sell a version (a very distorted one, I must say) of the protests, in which the elected president of Brazil is depicted in the most negative way possible. This is by far a pure propaganda, that cannot resist the facts.

First, our Constitution assures in its fifth paragraph the freedom to protest in at least three clear  principles:
  • Free speech or thought – “IV - the expression of thought is free, being forbidden anonymity”.
  • Freedom of gathering – “XVI - everyone can meet peacefully, without weapons, in places open to the public, regardless of authorization, as long as they do not frustrate another meeting previously called to the same place, requiring only prior notice to the competent authority;”
  • Freedom to associate – “XVII - freedom of association for lawful purposes is complete, and paramilitary character is prohibited”;

By those principles, the next March 15 protest is legal over all aspects.

picture of March 16, 2016 protest that resulted in Dilma Rouseff's impeachment

So, what is actually happening is a reaction of the people against our physiologist congress that is used to bargain the executive branch for funds in return for votes. The president of Brazil is not accepting this game and supports the protests against that. The problem is that this is not the version being told by the press, who is also used to raise high quantities of money over governmental publicity, which now has gone dry over Bolsonaro’s administration.

The real problem why the media and our parlament seams so “chocked” over presidential support to the protests called for March 15 resides only over money and power. Media is out of money and congress is also trying to make things "work" as usual (that is, the public money bargain against Executive needs to be "free"). There is no support for “closing the congress” or “resurrect the dictatorship” in Brazil. This is the lie, the propaganda that the corrupt media is trying to sell overseas, including brazilian authorities from other branches, who are frightened by people’s pressure on the streets.

Another thing to consider is that this protest was already set before to 2020/03/15 (date in which the president is acused of "endorsing" the protest), but now has a more specific guideline: to protect Bolsonaro from the legislative that is trying to diminish Bolsonaro's presidential power.

Federal budget in Brazil has many mandatory expenditures, that cannot be changed, just have to be payed, like federal employees salaries, interests and other administration expenditures. Only about 6 percent of Brazilian federal budget can be managed and used as Bolsonaro and the executive power wants. Out of this 6 percent, the legislative also wants about 7 billion dollars extra to use themselves to send to their states and cities, mostly because of upcoming municipal elections in October 2020.

General Heleno, a Minister who is very close to Bolsonaro, was caught "off records" saying that the executive should not accept legislative’s blackmailing, and he is right about that.

Now, leftist biased media is tying to sell the story that Bolsonaro wants to capture legislative power, but that's quite the opposite. Also, Bolsonaro (who is not leading the protest) just sent a video about the protest organization to some of his personal contacts and now journalists who got this from a source are accusing him of supporting and stimulating the protest against the legislative, what would configure a kind of interference in an independent power, but the case was far from that, since he only sent a private message to his contacts and was not officially supporting the protest.

To sumarize, it is the people and the Brazilian president against a corrupt system and media, who are scared to death because no one ever stood against them before.

Let’s see what will happen next March 15 on another strong demonstration of the natural democratic process in Brazil: people on the streets yelling against a physiologic congress and a corrupt media.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Como ativar a Autenticação de Dois Fatores (2FA) no WhatsApp e Telegram

Diante do vazamento dos dados do juiz Sérgio Moro e de várias outras autoridades do Ministério Público, sinto-me no dever cívico de blindar os outros usuários de se tornarem as próximas vítimas desse golpe. Pelo que pude ler dos meios de comunicação, a técnica utilizada pelo hacker pode ter se baseado na clonagem do número das autoridades atingidas, ou ainda aproveitado uma falha na rede de SMS das operadoras, de forma a permitir ao invasor a utilização de sua rede social que provavelmente estava desprotegida, sem uma autenticação mais forte que evitaria a invasão. Afinal, uma vez clonado o chip com o número da autoridade, basta ao invasor inserir o chip clonado num aparelho qualquer, instalar o WhatsApp (ou Telegram) e puxar o backup das conversas armazenadas no backup da nuvem, ou aproveitar-se do aplicativo da web do Telegram conjugado com a vulnerabilidade da rede de SMS para pescar as conversas em um computador ligado na internet. Se as redes sociais do usuário não estiverem protegidas por algum tipo de autenticação de dois fatores, será fácil para o invasor ter acesso a todas as suas conversas.

Então, sem maiores delongas, como você faz para proteger-se desse tipo golpe? Mostro abaixo, passo a passo, como ativar a “Autenticação de Dois Fatores” (2FA) ou “Verificação de Duas Etapas” para WhatsApp e Telegram (cuja arquitetura o torna mais vulnerável sem a autenticação 2FA que será explorada neste documento).

Atualização importante: antes de prosseguir para ensinar como habilitar a verificação de duas etapas e ficar vacinado contra este tipo de ataque, aconselho-o a ver esta matéria que, a despeito de ter passado na Rede Globo, é tecnicamente correta acerca do que aconteceu nas invasões dos celulares do ministro Moro e demais autoridades. E aqui eu tenho de elogiar o repórter da Rede Globo. Ele fez o seu dever de casa corretamente, pois não há uma incorreção sequer na reportagem.

Para assistir a reportagem visite: https://globoplay.globo.com/v/7697089/

Whatsapp:

Abra o seu WhatsApp e vá em > Configurações > Conta > Verificação em duas etapas > Ativar, seguindo os passos das telas a seguir:



  

Quando você ativar o Whatsapp solicitará que você insira um PIN de seis dígitos, que você deve configurar, sendo um código que não seja de fácil adivinhação (evite colocar a sua data de nascimento, aniversário de casamento, etc) e que você possa memorizar. Confirme o PIN na próxima tela e siga. 

O próximo passo será inserir o seu endereço de e-mail, que preferencialmente também deve estar protegido por 2FA. O endereço de e-mail é útil para o caso de você esquecer o seu PIN (algarismo de 6 dígitos) o WhatsApp possa lhe enviar um link para desativar a verificação em duas etapas.


  


CUIDADO: Caso você venha a receber um email para desativar a verificação em duas etapas sem que você tenha feito a solicitação, você não deve clicar no link de maneira alguma, pois isso pode ser um atacante tentando invadir a sua conta registrando o seu número no WhatsApp.

Uma vez você tenha ativado a verificação em duas etapas, o WhatsApp irá solicitar que você digite o PIN que você configurou no passo acima de maneira periódica. Não há como desativar essa solicitação sem que a verificação em duas etapas em si também seja desativada.

Logo abaixo ensinarei como fazer a mesma configuração no Telegram, mas tenha em mente que autenticação de dois fatores (2FA) é algo que deve ser considerado como obrigatório para todas as pessoas que se preocupam com a segurança das suas redes sociais, e-mails e aplicativos de mensagem. Procurarei, em artigos futuros ensinar como fazer isto nas demais plataformas de rede social e e-mail.

Telegram:

Abra o seu Telegram e vá em > Configurações > Privacidade e Segurança > Verificação em duas etapas > Configurar Senha Adicional, seguindo os passos das telas a seguir:


 
 

Uma vez você concluiu os passos já descritos, continue a configuração inserindo uma senha, que não possui um limite pequeno de dígitos (você pode usar mais de 15 dígitos na senha) e pode incluir caracteres numéricos, alfanuméricos, caracteres especiais, etc. Em seguida, na próxima tela, repita o código digitado.

  

Uma vez concluído este passo, você deverá inserir uma dica que o faça lembrar da senha digitada, conforme tela a seguir:


Após a dica de senha, o assistente pedirá o seu e-mail. Certifique-se de colocar um e-mail válido. Será nesse e-mail que você poderá usar para recuperar o serviço e ainda que receberá um código na primeira ativação da autenticação de duas etapas, código este que você deverá inserir na próxima tela para confirmação de que aquele endereço é seu mesmo:

  

Uma vez colocado o código recebido, na próxima tela você receberá em seguida a confirmação de que efetuou a configuração da segurança de duas etapas com sucesso. Agora o seu Telegram estará  muito mais seguro contra os ataques que vitimaram várias autoridades do Poder Judiciário e do Ministério Público. 

  

Se você gostou das dicas, repasse para as pessoas que você conhece. Isto poderá ajudar outros cidadãos, autoridades e figuras públicas que poderiam vir a ser alvo de cibercriminosos.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Restoring a failed WSUS server | Restaurando um servidor WSUS com falhas

Article in English (versão em português logo abaixo):

If you have been in trouble with your WSUS server that stopped working from nothing, then I may have the solution for you.

The main characteristic of this problem is having no computers reporting to WSUS Server and not being updated, along with an eventID 12022 in your server logs, as shown in the following screenshot (click on the image to see it):



After spending hours collecting informations about this log entry and trying several approaches to solve the problem (like the one described in KB 3159706), it turned out that reinstalling .NET Framework was the solution for this error.

You can download .NET Framework 4.5.2 in this address:


Download, install and restart your server, and "voilà"! Everything goes back to normality.

And finally, although not completely related to this problem, I recommend using Adam Marchall's script for WSUS maintainance and as a good practice for keeping your WSUS installation running clean and smoothly. You can download his script along with instructions of use in this website:

https://community.spiceworks.com/scripts/show/2998-adamj-clean-wsus

Other tip:

You can also try to see if the port used has not been altered and is somehow avoiding clients to upload the updates. To fix  that, try to execute the following in an elevated command prompt:
  • wsusutil.exe usecustomwebsite false (this command will change WSUS port to 80)
  • wsusutil.exe usecustomwebsite true (this command will change WSUS port back to 8530)
PS: If you execute the last command, the GPO used to point the client machines to your WSUS server must use the http://yourserver:8530 address.

This information applies to: Windows Server 2012 R2 with WSUS 3.0 SP2


Article in Portuguese:

Se você tem tido problemas com seu WSUS, que subitamente parou de funcionar, então eu posso ter a solução para você.

A principal característica do problema é não ter computadores conectando-se ao servidor WSUS e não sendo atualizados, juntamente com o evento 12022 nos logs do seu servidor, conforme mostrado na seguinte captura de tela (clique na imagem para visualizar):



Depois de passar horas coletando informações sobre este evento e de tentar várias abordagens para resolver o problema (como o descrito no KB 3159706), verificou-se que a simples reinstalação do .NET Framework era a solução para este erro.

Você pode baixar o .NET Framework 4.5.2 neste endereço:


Baixe, instale e reinicie seu servidor e "voilà"! Tudo volta à normalidade.

Por fim, embora não esteja relacionado com este problema, eu recomendo também a utilização do script de Adam Marchall's para a manutenção do seu WSUS e como uma boa prática para manter a sua instalação rodando de forma limpa e eficaz. Você pode fazer o download do script junto com as instruções de uso neste website:

https://community.spiceworks.com/scripts/show/2998-adamj-clean-wsus

Outra dica:

Você também pode tentar verificar se a porta utilizada pelo seu WSUS não foi alterada e está de alguma forma fazendo com que os clientes não consigam fazer o upload das atualizações. Para ajustar isto, tente executar os seguintes comandos a partir de um prompt elevado:
  • wsusutil.exe usecustomwebsite false (isso irá mudar qualquer porta que o WSUS esteja usando para a porta 80)
  • wsusutil.exe usecustomwebsite true (este outro comando vai modificar a porta do WSUS de volta para a porta 8530)
OBS: Se você executar o último comando, a GPO utilizada para apontar para as máquinas cliente do seu servidor WSUS deve usar o endereço http://seuservcidor:8530.

Esta informação se aplica a: Windows Server 2012 R2 com WSUS 3.0 SP2

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O método de Billings, o sexo, os tradicionalistas católicos e as feministas – uma abordagem teológica para um problema prático

Ultimamente tenho visto pulular nos meios tradicionalistas um comportamento que julgo perigoso, principalmente porque lida com vidas, com casamentos e com famílias. Refiro-me à cada vez mais propalada teoria esdrúxula de que só pode haver relação sexual entre os cônjuges se for para reproduzir-se, e que qualquer relação fora desse objetivo é “pecado mortal”.  Outro extremismo cujo fim é o de prejudicar a união conjugal vem das feministas, que insistem na tese de que uma mulher “não pode sujeitar o seu corpo ao homem”, e que o “corpo é da mulher e ela faz dele o que bem entender e na hora que quiser”.

Devemos nos lembrar que um dos principais alvos do diabo é justamente esse (destruir as famílias), e nesse intento ele usará de tudo: desde as tentações da carne para a satisfação da luxúria, à rebeldia pura e simples para com a ordem natural das coisas, como também o extremo do puritanismo exacerbado. A resposta cristã para este aparente dilema consiste justamente na sobriedade e no justo uso da razão, livre de qualquer tipo de prejulgamentos ou extremismos.

Antes de mais nada: Deus é o criador do sexo e do matrimônio

Isso é mais do que óbvio, e dispensa qualquer tipo de citação da Bíblia ou dos pais da Igreja, mas nunca é demais recapitular essa verdade que insiste em ser negada ou distorcida tanto pelos puritanos quanto pelos libertinos: Deus (e não o diabo) criou a relação sexual, e o fez com dois propósitos, que é o de manter a espécie humana através da reprodução sexuada como também como forma de manter a união íntima entre os cônjuges. Ambas as funções são tanto complementares como não excludentes: nem sempre uma relação sexual feita entre um casal unido no sacramento do matrimônio vai cumprir o primeiro item (reprodução), mas sempre cumprirá o segundo (a união íntima do casal).

Isso começou numa ordem divina, já no livro do Gênesis, quando Deus diz ao homem:

“Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou. Deus os abençoou e lhes disse: ‘Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a; dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que rastejam sobre a terra’...’Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer uma auxiliar que lhe corresponda’...Por isso um homem deixa o seu pai e a sua mãe, se une à sua esposa, e eles se tornam uma só carne.” (Genesis 1, 27-28; 2, 18 e 2, 24)


Somete esta passagem bíblica inspirada já ajuda a demonstrar isso – não somente Deus cria o matrimônio entre um homem e uma mulher como abençoa essa união conjugal, o amor entre os esposos e delineia as diretrizes básicas de como esse amor pode ser frutífero.

Percebemos então que o sexo – como toda obra de Deus – é bom, do contrário negaríamos aquilo que encontramos também na Sagrada Escritura no livro do Gênesis:

“Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom.” (Genesis 1, 31)


Desnecessário, mas importante destacar que o “era muito bom” de Deus incluía também o matrimônio e a relação entre os cônjuges, criados antes da queda do homem e da introdução do pecado no mundo.

O sexo como figura da íntima união entre Jesus e sua Igreja

Essa figura soará um tanto incômoda para os puritanos, mas ela não deixará de ser verdadeira: Deus usa uma relação carnal para comparar a íntima união mística dele com a sua Igreja.

“Que me beije com beijos de sua boca! Teus amores são melhores que os vinhos! ... Mais que ao vinho, celebremos teus amores!” (Cântico dos Cânticos 1, 2 e 4)

“Despontam figos na figueira, e a vinha florida exala perfume. Levanta-te, minha amada, formosa minha, vem a mim! Pomba minha, que se aninha nos vãos do rochedo, pela fenda dos barrancos...Deixa-me ver tua face, deixa-me ouvir tua voz, pois tua face é formosa e tão doce a tua voz!” (Cântico dos Cânticos, 2, 13-14)

“Agarrei-o e não o soltarei, até levá-lo à casa da minha mãe, ao quarto daquela que me concebeu” (Cântico dos Cânticos 3, 4)

“Já despi a túnica, e vou vesti-la de novo? Já lavei os pés, e os sujarei de novo? Meu amado põe a mão pela fenda da porta: as entranhas estremecem, minha alma, ouvindo-o, se esvai.” (Cântico dos Cânticos, 5, 3-4)

“Coloca-me, como sinete o teu coração, como sinete o teu braço. Pois o amor é forte, é como a morte, o ciúme é inflexível como o Xeol. Suas chamas são chamas de fogo, uma faísca de Yahweh! As águas da torrente jamais poderão apagar o amor, nem os rios afogá-lo.” (Cântico dos Cânticos, 8, 6-7)

Salomão também fala sobre a relação matrimonial nos seus Provérbios, e ele é muito claro ao dizer que,

“Mostre-se abençoada a tua fonte de água e alegra-te com a esposa da tua mocidade, gama amável e encantadora cabra-montesa. Inebriem-te os seus próprios seios todo o tempo. Que te extasies constantemente com o seu amor.” (Provébios de Salomão 5, 18-19)



Sim, esses e outros trechos são deveras dificílimos para os puritanos, que se pudessem os arrancariam de suas Bíblias.

Outro detalhe importante a ser destacado nesses tempos conturbados é: todas as referências bíblicas envolvendo relações sexuais de forma positiva são feitas entre um homem e uma mulher, unidos pela relação matrimonial.

O método de Billings e os tradicionalistas

No meio católico existe uma briga entre os chamados tradicionalistas e os modernistas. Alguns dos primeiros têm trazido em diversos blogues e grupos de redes sociais uma visão puritanista do matrimônio, enxergando uma certa proibição das relações conjugais, exceto quando feitas para gerar a prole. Do outro lado, desde o lançamento da encíclica “Humanae Vitae”1 do Papa Paulo VI, os católicos não ligados ao ramo tradicional da Igreja têm fomentado junto aos fiéis o uso de um método de controle de natalidade natural desenvolvido por John Billings e sua esposa Evelyn Billings, que consiste basicamente em “uma maneira comportamental e natural para conseguir engravidar, monitorar a saúde reprodutiva e adiar a gravidez, já que se baseia na auto observação e conhecimento dos períodos de fertilidade e infertilidade em cada ciclo menstrual”2. Não preciso dizer que tanto a própria Igreja quanto muitos santos – bem como a própria Sagrada Escritura, fonte primária e inspirada por Deus – dizem exatamente o contrário: a relação sexual entre os cônjuges é lícita e desejável, mesmo quando ela não visa única e exclusivamente a reprodução humana. Senão vejamos os posicionamentos deles:

São Paulo, nas Sagradas Escrituras:


“A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao seu marido. E da mesma forma o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa. Todavia, considerando o perigo da incontinência, cada um tenha sua mulher, e cada mulher tenha seu marido. Não vos recuseis um ao outro, a não ser de comum acordo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e depois retornai novamente um para o outro, para que não vos tente Satanás por vossa incontinência.  Isto digo como concessão, não como ordem... Mas, se não podem guardar a continência, casem-se. É melhor casar do que abrasar-se.” (São Paulo aos Coríntios 7, 2; 5-6; 9)

A regra de São Paulo registrada nas Sagradas Escrituras é muito clara: os esposos não podem se negar um ao outro o uso da relação sexual no sagrado matrimonio – exceto se por comum acordo – como devem praticar isto como forma de evitar a tentação de Satanás para que o outro cônjuge não caia em pecado mortal.

Afastando a mentira das feministas

Este texto também afasta a falácia das feministas que tem contaminado tantas mulheres, inclusive no meio cristão: a de que o corpo da mulher é só dela e que ela só o deve doar a quem quiser e na hora que ela bem entender. Isso é verdade quando a mulher é solteira, mas ao casar-se o corpo dela não é mais só dela: o é também do seu esposo, assim como o do seu esposo não é mais só dele, pois é também dela. Como disse Deus no primeiro livro da Sagrada Escritura, ao unir-se no matrimônio já não são mais dois: são uma só carne! Esposos: o vosso corpo não é mais vosso, mas do outro com quem você escolheu dividir sua existência para o resto da vida!


O casamento como figura entre a união de Deus e a sua Igreja

Reforçando a tese de que o livro de Cantares de Salomão retrata uma união carnal para compará-la com a união mística e espiritual entre o Senhor e sua Igreja nós vemos no texto de Efésios 5, 28-33, de autoria de São Paulo, que ainda descreve como deve se dar o papel de cada um dos esposos no arranjo matrimonial:

“Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.” 

Santo Agostinho de Hipona



Santo Agostinho comenta a carta de São Paulo aos Coríntios da seguinte forma:

"O concúbito é necessário para a procriação, e só neste caso é verdadeiramente nupcial... Em tais circunstâncias [refere-se à libido do outro cônjuge] é dever dos esposos não o exigir, mas condescender com a outra parte, a fim de evitar que se lance a uma fornicação, que é pecado mortal. Ora, se ambos estão dominados pela concupiscência, realizam um ato que não é verdadeiramente nupcial. Entretanto, se na sua união atendem mais à honestidade que à desonestidade, isto é, se atendem mais ao que é próprio das núpcias que ao que lhe é impróprio, isto é o que o Apóstolo [Paulo] lhes concede como indulgência... O uso natural do matrimônio, quando ultrapassa os limites da necessidade da procriação, é escusável com a própria esposa, mas pecaminoso com uma meretriz; o uso antinatural da esposa [isto é, a sodomia] é mais execrável que o uso antinatural com uma meretriz... As leis do Criador e a conveniência das criaturas de tal modo são obrigatórias que os excessos nas coisas permitidas são mais toleráveis, que uma ou raras transgressões nas coisas proibidas. E assim, nos casados, deve ser tolerada a intemperança no uso do que lhes é permitido, para evitar que a libido os arraste ao que lhes é proibido. Por conseguinte, peca menos se recorre frequentemente à esposa, que se raríssimamente se desliza na fornicação" (Santo Agostinho - Dos Bens do Matrimônio – Editora Paulus)

Uma observação importante no ensinamento agostiniano: a sodomia – mesmo quando praticada entre um homem e uma mulher unidos no Sagrado Matrimônio – constitui falha gravíssima, e não está no rol das práticas sexuais aprovadas e abençoadas por Deus.

Pronunciamentos da Igreja anteriores à encíclica “Humanae Vitae”:

Temos de entender que o uso do ritmo natural do ciclo menstrual e da concepção só passou a ser bem conhecido no século XX. Mas a Igreja, em sua sabedoria, já endereçava a questão no fim do século XIX. A prova está nesta pergunta feita por um Bispo francês à Sagrada Penitenciária naquele período:

“Alguns casais, se apegando à opinião que aprenderam de alguns médicos, estão convencidos que existem vários dias em cada mês nos quais a concepção não pode ocorrer. Devem aqueles que não usam do matrimônio exceto nesses dias serem incomodados, especialmente se eles não tiverem razões legítimas para se abster do ato conjugal?"3

Em 2 de Março de, 1853, a Sagrada Penitenciária respondeu (durante o reinado de Pio IX):

“Esses citados no requerimento não devem ser incomodados, pelo fato de que eles não estão fazendo coisa alguma para impedir a concepção”3

Isto indica que quando casais praticavam o chamado "ritmo", eles não realizavam um ato antinatural em si mesmo, segundo induzimos das palavras da Sagrada Penitenciária.

E ainda temos uma outra citação, desta vez no reinado de Leão XIII, quando em em 1880, o padre Le Conte submeteu a seguinte pergunta à Sagrada Penitenciária:

"Se os casais unidos no matrimônio podem ter intercurso sexual durante tais períodos inférteis sem cometerem pecado mortal ou venial? ... Será que o confessor pode sugerir tal prática tanto à esposa que detesta o onanismo do seu marido mas não pode corrigi-lo, ou para a esposa que evita ter muitos filhos?”3

A resposta da Sagrada Penitenciária (durante o reinado de Leão XIII), datada de 16 de Junho de 1880, foi:

“Casais que contraem o matrimônio e que usam do direito conjugal na dita forma não devem ser incomodados, e o confessor pode sugerir a opinião em questão, contudo, de forma cautelosa, para aquelas pessoas casadas que tentaram em vão outros meios de dissuadir o detestável crime do onanismo.”3

Conclusão:

Não restam dúvidas: o método de Billings não é condenável, posto que mesmo com ele a fecundidade não é interrompida por meios artificiais, mas sim naturais, obedecendo o ciclo do corpo instituído por Deus na criação. Além disso, o uso do matrimônio por parte dos esposos - mesmo quando para combater a concupiscência - não somente é legítimo como aconselhável, face ao mundo extremamente erotizado em que vivemos. Fazer isto de forma regular é prova de amor de um cônjuge para com o outro, de forma a evitar que uma das partes caia em tentação pela incontinência e também para manter unido o casal na intimidade.

Por fim, a mentira da ideologia feminista que prega que a mulher é dona do seu próprio corpo e só o deve dispor “para quem, quando e como quiser” não é suportada pelas Sagradas Escrituras após o casamento entre um homem e uma mulher. A verdade é que os corpos de ambos os conjunges pertencem um ao outro, que se doam em amor e fecundidade no arranjo divino.

1 – Íntegra da Carta Encíclica “Humanae Vitae”, do Papa Paulo VI - http://w2.vatican.va/content/paul-vi/pt/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_25071968_humanae-vitae.html;
2 – Wikipedia – Verbete: Método de Ovulação de Billings https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9todo_de_ovula%C3%A7%C3%A3o_Billings
3 – Padre Mark A. Pivarunas – “On the Question of Natural Family Planning” - http://www.cmri.org/03-nfp.html


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Maria, onde está você na Bíblia?

Um destes dias, enquanto navegava pela internet, deparei-me com uma imagem bastante emblemática sobre Maria, a respeito da qual pretendo tecer algumas considerações.


A PRETENSÃO

A pergunta capciosa e provocadora parece fornecer munição para refutar a fé católica. Mas mal sabem os críticos que a associação feita sequer é cabível — muito menos convincente para qualquer pessoa instruída na fé. Por que afirmo isso? Tenho boas razões para tal e tratarei de expô-las nestas linhas. Longe de esgotar o assunto, este texto deve ser compreendido como uma breve introdução ao papel de Maria na economia da salvação, além de uma resposta a essa retórica iconoclasta.

MAS, OBJETIVAMENTE, ONDE ESTÁ MARIA NA BÍBLIA?


Se examinarmos com a devida atenção, encontraremos a mãe de Jesus retratada com bastante clareza nas Escrituras. Ela comparece em passagens decisivas — evidentemente não com o mesmo destaque que Seu Filho, centro de toda a Bíblia, de Gênesis ao Apocalipse. Ainda assim, sua presença é marcante, inclusive em trechos que passam despercebidos por muitos leitores comuns.


Esta é, sem dúvida alguma, uma das passagens mais profundas da Sagrada Escritura acerca da importância dessa mulher para a própria redenção humana. Não estou com isso dizendo que ela é salvadora. Longe de mim tal assertiva! Contudo, restam claras algumas coisas neste curto e expressivo texto: primeiro, a simples saudação de Maria fez com que sua prima, Santa Isabel, ficasse cheia do Espírito Santo. A própria criança (João Batista) estremece no seio da mãe ao ouvir, mesmo do ventre, a voz da mãe do Salvador. Vemos aí claramente o seu perfeito casamento santo com a terceira pessoa da Santíssima Trindade: quando alguém a ouve, fica "cheio do Espírito Santo". Segundo, e ainda mais interessante, é nesta passagem que vemos na Bíblia Maria ser chamada de “Mãe do Senhor”, título este muito claro mesmo a quem não é um teólogo.

Outras passagens indicam claramente a importância dessa “mulher”, a mesma que foi profetizada junto com o seu filho em Gênesis 3, 15, incidentalmente a primeira profecia da Sagrada Escritura. Aliás, não foi à toa que Jesus por diversas vezes chamou sua própria mãe de “mulher”, título dado a ela desde o início na Bíblia.

SUA PRESENÇA NO PRIMEIRO MILAGRE DE JESUS

O Senhor participava de um casamento em Caná da Galileia. Seu ministério público ainda não havia começado, tampouco a realização de milagres, conforme Ele próprio declarou:

“...ainda não é chegada a minha hora.” (João 2, 4)

Contudo, diante da intercessão de Sua mãe em favor dos noivos prestes a ficar sem vinho, Jesus antecipa Sua manifestação pública. Maria, longe de chamar para si o mérito daquele pedido, limita-se a orientar: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2, 5). Ela direcionou a atenção e a glória a Jesus — papel que continua desempenhando até os dias de hoje.

Depois deste milagre, muitos creram em Jesus, e ao descer a Cafarnaum, lá estava a “sua mãe” junto ao mestre.

“Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galileia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele. Depois disto desceu a Cafarnaum, ele, e sua mãe, e seus irmãos, e seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias.” (João 2, 11-12)

SUA PRESENÇA NA CRUCIFICAÇÃO E MORTE DO NOSSO SENHOR

Maria esteve com Jesus em seu nascimento, educou-o e criou-o por décadas, e na sua morte cruenta lá estava ela ao seu lado:

“E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa” (João 19:25-27)

SUA PRESENÇA NA DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO

Como já vimos até aqui, Maria esteve presente em todos os momentos, da encarnação até a morte do seu filho Jesus Cristo na terra. Contudo, sua relação estreita com o Espírito Santo é evidenciada quando da sua descida do céu, em Pentecostes, no ano 33 da nossa Era Comum:

“Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele... Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.” (Atos 1,14 e 2, 1 e 2)

SUA PRESENÇA NO CÉU

Maria ressurge com vigor profético no livro do Apocalipse. A passagem de Apocalipse 12, 1-6 descreve uma mulher vestida de sol que dá à luz um Menino destinado a reger as nações. Embora haja uma interpretação eclesiológica legítima aceita pelos Pais da Igreja (a mulher como figura da própria Igreja), a dimensão mariana é evidente e primária: Maria dá à luz o Messias, enquanto a descendência dessa mulher corresponde aos fiéis perseguidos pelo dragão.

“Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz. Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas. Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono. A Mulher fugiu então para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um retiro para aí ser sustentada por mil duzentos e sessenta dias.” (Apocalipse 12, 1-6)

As referências dessa passagem são muito claras: a mulher (Maria) que dá à luz a um filho, um menino, que iria reger as nações com um cetro de ferro (Jesus). Assim a entenderam os pais da Igreja e assim entende qualquer um cujo véu está retirado dos olhos. Mas, embora as referências sejam claras, alguns insistem em dizer que a passagem se refere somente à Igreja. Embora seja uma aplicação cuja associação alguns pais também fizeram, a passagem tem um duplo sentido: o claro, o óbvio, e o mais velado. A mulher é Maria. Isso fica evidente quando o próprio Jesus chamou sua mãe por diversas vezes de “mulher”, associando-a inevitavelmente àquela figura que foi profetizada nas Sagradas Escrituras. Mas a Igreja também pode ser uma figura dessa mulher, pois ela “dá a luz” aos cristãos de todos os tempos e lugares. A aplicação velada não substitui a óbvia. Ambas são válidas.

Contudo, o texto continua:

“O Dragão, vendo que fora precipitado na terra, perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino. Mas à Mulher foram dadas duas asas de grande águia, a fim de voar para o deserto, para o lugar de seu retiro, onde é alimentada por um tempo, dois tempos e a metade de um tempo, fora do alcance da cabeça da Serpente. A Serpente vomitou contra a Mulher um rio de água, para fazê-la submergir. A terra, porém, acudiu à Mulher, abrindo a boca para engolir o rio que o Dragão vomitara. Este, então, se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.” (Apocalipse 12, 13-17)

Fica clara a função da mulher e que o dragão (uma referência ao demônio) perseguiria a sua descendência (os cristãos) e todos aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus (a Igreja). Ora, como a “mulher” seria somente a Igreja se o dragão vai perseguir a descendência da mulher e dos que guardam os mandamentos de Deus? A mulher e os seus descendentes (a igreja) são claramente dois personagens distintos. A interpretação mais clara é que a mulher é Maria e sua descendência é a Igreja.

SUA PRESENÇA NO ANTIGO TESTAMENTO

Maria não está apenas nas passagens óbvias do Novo Testamento. Ela também está profetizada nos Salmos e nos outros profetas do Antigo Testamento. Vejamos alguns exemplos.

“O próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel” (Isaías 7, 14)

O profeta Isaías viu a virgem [Maria] concebendo, dando luz à um filho e dando a ele o nome de Emanuel, que significa “Deus conosco”.

“Porei ódio entre ti [a serpente] e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3, 15)

Esta é a primeira profecia da Bíblia. Nela está implícita a mulher que é revelada nos evangelhos e no Apocalipse, com toda a inimizade que haveria entre ela e a serpente original, Satanás, o Diabo.

A FIGURA DA RAINHA-MÃE NO ANTIGO ISRAEL MONÁRQUICO

O reino de Deus é uma monarquia, assim como era no antigo Israel. A mãe do rei gozava de um status elevado, e levava o título de gebirah, que significa “a grande dama”. Essa figura existiu na monarquia Israelita de forma contínua. Começa com Salomão, que reina com sua mãe, Betsabá, sempre à sua direita no trono, e segue até Neústa, mãe do rei Joaquim, que foi deportado para a Babilônia juntamente com ela quando da queda de Jerusalém para a Babilônia (2 Rs 24, 15 e Jr 13, 18). A mãe do rei tinha mais destaque que as suas esposas, e exercia um papel importante na monarquia real.

Sabemos que tudo o que vemos no Antigo Testamento é uma figura do Novo. Essa tipificação da Rainha-Mãe não é por acidente. Ela é uma figura da Rainha-Mãe dos cristãos.

“Então Betsabá foi ao rei Salomão para lhe falar sobre Adonias. O rei se levantou para recebê-la e se inclinou diante dela. Depois se assentou no trono, mandou trazer um trono para a sua mãe, e Betsabá se sentou à sua direita. Tenho um pequeno pedido a fazer-te, disse ela; não mo recuses. Pede, minha mãe, respondeu o rei, porque nada te recusarei.” (1 Rs 2, 19-20)

Sobre esse texto o ex-pastor protestante Scott Hahn comenta:

“Essa curta passagem nos traz considerações implícitas sobre o protocolo e o poder de estrutura da corte de Israel. Inicialmente, vemos que a Rainha-Mãe se aproxima do seu filho a fim de falar-lhe em nome de outra pessoa. Isso nos confirma o que já sabemos sobre as rainhas-mães nas outras culturas do Oriente Médio... Em seguida, percebe-se que Salomão se levantou do seu trono quando sua mãe entrou no recinto. Isso dá um destaque ao assunto sobre o qual a Rainha-Mãe queria tratar com o rei. Qualquer outra pessoa que viesse à presença do rei deveria seguir o protocolo, mesmo suas mulheres deveriam curvar-se diante dele (1 Rs 1, 16). Contudo, Salomão se levanta para honrar Betsabá, mostrando mais respeito por ela ao curvar-se e lhe dar o lugar de maior honra, ao seu lado direito. Sem dúvida, esse episódio descreve um ritual da corte no tempo de Salomão, um ritual que expressa um relacionamento real. O que nos dizem as atitudes do rei Salomão quanto ao relacionamento com sua mãe? Inicialmente, seu poder e autoridade não são, de forma alguma, ameaçados por ela. Ele se curva para ela, mas continua sendo rei. Ela senta-se à sua direita e não ao contrário. É evidente, no entanto, que ele vai honrar seus pedidos não devido a alguma obrigação legal de obediência, mas, sim, por amor filial. Até o momento dessa cena em particular, Salomão tinha claramente um histórico de ceder aos desejos de sua mãe. Quando Adonias primeiro se aproxima de Betsabá para solicitar sua intercessão, ele diz: ‘Peça ao Rei Salomão; ele não vai lhe recusar’. Embora Salomão seja superior a Betsabá, na ordem da natureza do pedido e do protocolo ele permanece sendo o seu filho...Como o primeiro sucessor de Davi reinou ao lado de sua Rainha-Mãe, assim também o faria o seu último e eterno sucessor” (Scott Hahn, em seu livro “Salve, Santa Rainha”, págs. 67-68)

A tipificação da figura da Rainha-Mãe no reinado do antigo Israel frente à nova monarquia divina e seus paralelos nos textos do Novo Testamento é muito clara para ser ignorada.

E A IDOLATRIA ÀS SUAS IMAGENS, NÃO ESTÁ PROIBIDA NOS DEZ MANDAMENTOS?

É fato que responder a esta pergunta demandaria praticamente um outro artigo completo, mas tentarei abordar a questão da forma mais direta possível. Deus verdadeiramente proibiu a idolatria, principalmente naquele contexto em que vivia a nação de Israel, cercada por outras nações que adoravam deuses falsos e que os representavam através dos seus ídolos feitos com ouro, madeira ou pedra. Por isso Deus foi radical:

“Não terás outros deuses diante de minha face. Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto.” (Êxodo 20, 3-5)

Os nossos irmãos separados (protestantes) entendem neste (e em outros versículos) que Deus estaria proibindo qualquer representação em imagens. Veja, contudo, que sua aplicação, se levada a cabo por eles acabaria por inviabilizar a própria vida moderna: não poderíamos ter esculturas de espécie alguma, as fotos seriam proibidas, a sétima arte idem, pois a proibição foi clara; não poderíamos fazer “figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra”. Imagine um mundo em que uma simples revista cheia de fotos seria um pecado mortal, ou um cônjuge que leve uma foto de sua família na carteira sendo taxado de “idólatra”. É esse o extremismo que deveria prevalecer, caso os argumentos dos iconoclastas prosperassem. Contudo, a Bíblia não pode ser interpretada em versos separados do seu contexto histórico, cultural e temporal, muito menos por versículos isolados. É preciso ver o todo. E o que esse todo nos diz?

Primeiramente, que Deus mandou confeccionar imagens de escultura no próprio Velho Testamento. Sim, vejamos:

“Farás também uma tampa de ouro puro, cujo comprimento será de dois côvados e meio, e a largura de um côvado e meio. Farás dois querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro, fixando-os de modo a formar uma só peça com as extremidades da tampa. Terão esses querubins suas asas estendidas para o alto, e protegerão com elas a tampa, sobre a qual terão a face inclinada. Colocarás a tampa sobre a arca e porás dentro da arca o testemunho que eu te der. Ali virei ter contigo, e é de cima da tampa, do meio dos querubins que estão sobre a arca da aliança, que te darei todas as minhas ordens para os israelitas.” (Êxodo 25, 17-22)

“Fez dois querubins de ouro, feitos de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado, outro de outro, de maneira que faziam corpo com as duas extremidades da tampa. Esses querubins, com as faces voltadas um para o outro, tinham as asas estendidas para o alto, e protegiam com elas a tampa para a qual tinham as faces inclinadas.” (Êxodo 37, 7-9)

“e o Senhor disse a Moisés: 'Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo.'. Moisés fez, pois, uma serpente de bronze, e fixou-a sobre um poste. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida.” (Números 21, 7-9)

Outros textos para consulta: Ezequiel 41,18, 1 Reis 6,23-29.32; 7,26-29.36; 8,7, 1 Crônicas 28,18-19, 2 Crônicas 3,7,10-14; 5,8, 1 Samuel 4,4.

Fica evidente que a aplicação da chamada “idolatria” não pode ser a que a dão os protestantes. Do contrário, Deus seria incoerente (e sabemos que Ele não é!). Como Ele mandaria proibir uma coisa e logo em seguida mandar fazer exatamente o contrário do que Ele havia ordenado? Das duas uma: ou Deus é confuso ou é a interpretação protestante que está errada. Como bom fiel que sou, a segunda opção é que é a única viável: a interpretação protestante está errada!

O que seria então a idolatria? Seria exatamente o que a palavra quer dizer: a junção das palavras εἴδωλον (Eidolon - Simulacro), que indica um objeto de adoração em matéria de realidades espirituais e λατρεια (latria – adoração). Ou seja: idolatria é a adoração de deuses falsos. E isso não pode, sob nenhum aspecto, ser comparado à veneração dos católicos aos seus santos, especialmente a Maria, pois para nós os santos não são “deuses”: muito pelo contrário, são servos do único e verdadeiro Deus, o único que merece a adoração. Ainda, não são personagens falsos, mas são pessoas históricas que pertenceram (e ainda pertencem) à Igreja, que viveram o exemplo cristão no seu ápice, e que servem como um modelo a ser imitado.

Para os católicos a honra (dúlia) prestada aos seus santos não se confunde com a adoração (latria) devida única e exclusivamente a Deus. Isso já era bem evidente no tempo de Santo Atanásio, que no século IV já dizia de maneira absolutamente clara (quando já havia o falso discurso de “idolatria” contra os cristãos):


No demais, esse ponto está mais do que refutado neste vídeo de apenas 14 minutos, o qual referencio para uma elucidação mais embasada acerca da razão pela qual não se pode afirmar que as imagens dos santos são (uma) idolatria.



E só para complementar, que tal ouvir um rabino judeu para entender que a interpretação protestante da idolatria dada por eles como uma explicação de um dos mandamentos do decálogo não pode ser aplicada à veneração que os católicos dão aos seus santos e às próprias imagens sacras? Assista e tire suas conclusões.


Enfim, não irei me alongar na refutação a esse ponto em específico, já bem elucidado nos vídeos acima, mas é evidente que a Igreja Católica não compactua com a idolatria da qual nossos irmãos separados costumam nos acusar. Falta-lhes uma visão histórica mais apropriada para fazer um julgamento mais salutar daquilo que a Igreja sempre fez. Fica claro também que Maria está na Bíblia em diversos lugares, e que tem uma posição muito mais relevante do que muitos protestantes podem pensar.

ENTÃO, COMO RESPONDERÍAMOS À PERGUNTA DA GRAVURA QUE ENCABEÇA ESTE TEXTO?

Eu responderia: ela está em Lucas 1, 48, quando nos é dito que “todas as gerações” a chamariam de “bem-aventurada”. Ela está em João 19, 26-27, quando Jesus a entrega a João e simbolicamente a toda a humanidade dizendo “eis aí a tua mãe”. Ela está em Atos 1, 14 “perseverando na oração”. Ela está em Gênesis 3, 15 como a “mulher” que teria inimizade perpétua com a serpente maligna. Ela está também em Apocalipse 12 como a mesma “mulher revestida de sol, com a lua debaixo de seus pés e uma coroa de doze estrelas”. Ela está em Isaías 7, 14 como a “virgem” que “conceberá e dará à luz um filho”. Ela está em 1 Reis 2, 19-20 como a Rainha-Mãe cujos rogos apraz ao rei atender, e em tantos outros lugares, escondida nos tesouros das Sagradas Escrituras. Mas ela está, sobretudo, em todos os registros que a Igreja conserva há mais de 2.000 anos: nos escritos dos pais apostólicos, na liturgia deixada pelos apóstolos, nas catacumbas dos cristãos perseguidos nos primeiros séculos do cristianismo, bem como no magistério infalível da Igreja cujas “portas do inferno não prevalecerão” e que é a “coluna e sustentáculo da verdade” (1 Tm 3, 15).

PARA SABER MAIS:

  • Salve, Santa Rainha / Scott Walker Hahn, 2ª Edição. Editora Cleofás, 2015 (à venda neste link);
  • BALTHASAR, Hans Urs von; RATZINGER, Joseph Aloisius. Maria a primeira Igreja. Gráfica de Coimbra, 2004. p.59-78 (acessível neste link no site "Apologistas Católicos")